Pelotões do IM Floripa

Por Alexandre Dourado

O assunto do momento é a questão da grande quantidade de pelotões que ocorreu no IM Florianópolis… Todos os anos é a mesma coisa, todos acusam uns aos outros de pegar vácuo, andar em pelotões, etc… Mas esse ano estou vendo que o assunto tomou proporções ainda maiores. 

Nomes de atletas estão sendo expostos e julgados com base em uma fotografia (tenho certeza que consigo encontrar uma foto com o Santiago a menos de 10 metros do Zamora, mesmo sendo numa ultrapassagem) e sem o menor pudor… As acusações sobre pelotões no IM floripa ocorrem todos os anos e depois de algumas semanas tudo é esquecido… acusar atletas e denegrir suas imagens só ajudam a fugir do grande problema, que é como acabar com isso!!?

Para isso precisamos entender melhor os motivos de muitos atletas aderirem ao vácuo, os atores que devem participar da mudança e como de fato reduzir o vácuo na prova….

Motivos

Um dos principais motivos é o fato do amador esta sendo profissionalizado… hoje pode ser lucrativo fazer um ironman sub9, atletas desse nível são procurados por marcas, são expostos na mídia, e em muitos casos utilizam seus resultados para alavancarem suas assessorias… ou seja, o ironman amador não é mais uma questão de desafio, é uma questão profissional. todos sabem que foi o melhor amador, mas alguém sabe quem foi o 7 da elite?
Outro motivo dos amadores aderirem aos pelotões é questão da vaga para o mundial em Kona… fiz um exercício mental ontem a noite, pensando se o IM Floripa fosse uma prova na qual não existisse um ranking, não existisse vaga pra mundial, se os resultados fossem divulgados individualmente, ou seja após o termino da prova, você recebesse o certificado de conclusão e pronto…
Se fosse assim, tenho certeza que o espirito da prova seria outro, acho que os próprios atletas fugiriam de pelotões com intuito de buscar a superação(e não iriam se enganar andando num pelotão), pois isso estaria somente na sua consciência (e não estaria divulgado num site para alimentar o ego)… 

Atores

Sem sombra de dúvida, os próprios atletas são os principais atores para que ocorra a mudança… mas atribuo 50% da culpa para a organização. Uma prova feita para 2000 atletas, onde o percurso é plano, clima ameno, e em muito casos o vácuo se torna inevitável (assim como era no mundial em Clearwater/FL/USA)… Então na minha opinião, os atletas tem a culpa, mas grande parte da culpa também é da organização.

Como reduzir (eliminar seria uma utopia!)

– Reduzir o número de inscritos : Acredito que o 1200 atletas (hoje são 2000) seria um bom número…
– Aumentar o número de fiscais e qualifica-los : Pelo preço que é pago, daria pra colocar 1/4 do número de atletas como fiscais (500 fiscais preparados, sem medo de mandar o cartão). Eu vi vários vídeos de fiscais acompanhando pelotões sem fazer nada… muitos nem devem saber qual a distância que um atleta deve ter do outro.
– Buscar dispositivos tecnológicos que ajudem a fiscalização : Eu acredito que a tecnologia poderia ajudar (sou da área de TI kkkkk) na fiscalização do vácuo… algo que controlasse o espaço entre os atletas (nem sei se existe)!!

Acho que isso já ajudaria na questão dos amadores…

Agora na questão do vácuo envolvendo profissionais… acho que se eles fizerem uma largada 30 minutos antes, praticamente acabaria com o vácuo (logicamente que eles também precisam ser fiscalizados)…

Agora sem hipocrisia, muitos falam mal do vácuo e blá blá, mas o IM fortaleza que possui limite técnico de 700 pessoas, e tem condições duras de pedal (calor e vento), ou seja, é uma prova que tem tudo para não ter vácuo… porém as inscrições ainda não esgotaram… enquanto no IM floripa, mesmo com histórico de vácuo, todos os anos as inscrições acabam e menos de 30 minutos… Eu estou achando que a galera gosta mesmo é de pedalar pra 4:45 gerando 200w (kkkkkk), ou seja, gosta mesmo de participar do tour de floripa.

Anúncios

Meu Ironman 2014

fernando carvalho e leonardo mota

Por Henrique Soares Ebert

Desde 2009 não competia em Florianópolis. De lá para cá todos os meses de maio eram chatos para mim. Via meus amigos se preparando para ir para lá e as conversas deles eram mais chatas do que conversa de bêbado quando se está sóbrio. Por isso decidi que este ano iria voltar a competir na Ilha da Magia.

A energia da capital catarinense é muito bacana. A cidade é linda! O astral da cidade do Ironman (Jurerê na semana que antecede a prova) é muito alto. Me senti energizado para a prova de domingo.

Pena que minha prova não foi bem o que eu queria. Na verdade, não foi nada como eu planejei.

Desde quando cheguei até quando fui embora de Floripa senti frio. Muito frio. Os termômetros marcavam 15º, mas, para mim, pareciam -23º. Tentava me agasalhar. Eram várias peças de roupa. Mesmo assim, achava que não teria problema.

Mas tive…

Continuar lendo

Crescimento do ironman florianópolis

Por Alexandre Dourado

Ironman-Brasil-swim

Antes de falar sobre alguns números do ironman, gostaria de parabenizar a todos que estiveram em florianópolis participando do ironman. Quando digo todos, estou me referindo aos que passaram pela linha de chegada e aos que não passaram, mas se dedicaram ao longo de 3 a 4 meses, a treinos árduos, privação da vida social, alimentação adequada e muitos outros sacrifícios, e por algum motivo não era o dia mesmo… e esses não são tão poucos, acompanhei a meu amigo Urukinha que estava em plena condição de disputar vaga para Kona, mas teve problemas estomacais e foi obrigado a parar… vi o caso do Ciro Violin que foi atropelado por uma bêbada 2 dias antes da prova e teve a cravicula quebrada… Parabéns a todos!

Voltando aos números do Ironman Floripa, fiz alguns levantamentos curiosos sobre a prova e seu crescimento ao longo dos anos…

Analisei a partir do ano em que entrei no triathlon (2006) ate a prova ocorrida na semana passada.

Lista de Atletas sub10

Ano – Qtd sub10 / Qtd finishers

2006 – 91 / 1076
2007 – 107 / 1128
2008 – 62 / 1185
2009 – 92 / 1214
2010 – 133 / 1419
2011 – não consta
2012 – 113 / 1598
2013 – 163 / 1645
2014 – 194 / 1631

atletas sub9

2006 – 12 (todos profissionais)
2007 – 10 (todos profissionais)
2008 – 7 (todos profissionais)
2009 – 8 (todos profissionais)
2010 – 10 (1 amador)
2011 – não consta
2012 – 15 (2 amadores)
2013 – 19 (4 amadores)
2014 – 20 (7 amadores)

tempo dos melhores amadores

2006 – 9:13:09
2007 – 9:07:41
2008 – 9:04:46
2009 – 9:05:17
2010 – 8:40:26
2011 – não consta
2012 – 8:57:46
2013 – 8:55:29
2014 – 8:49:32

Nesses 8 anos, o número de atletas completando abaixo de 10 horas mais do que dobrou (91 para 194)… a presença de amadores fazendo sub9 teve um aumento considerável… tivemos um aumento de FINISHERs de quase 600 atletas (devido ao aumento do limite de vagas!), isso parece pouco neh!? Mas esse é o número de atletas que largaram no 70.3 Brasília 2013 (é gente pra caramba!!!). Tenho algumas analises em mente sobre o motivo de tamanho crescimento da prova e da diminuição dos tempos finais, mas gostaria de ler um pouco sobre o ponto de vista dos leitores do blog, dos que participaram e dos que acompanham…

Com isso tudo, quem sonha pela vaga para Kona vai ter que treinar e se dedicar ainda mais (pra não dizer que vai ter que virar profissional!!kkkkkk)… em 2014, na M30-34 os 6 primeiros atletas com direito a vaga fizeram a prova abaixo de 9 horas, logicamente podem ter ocorrido desistências… em 2006, na mesmo categoria, com 9:45:58 era possível sonhar com a vaga!!! Acredito que em todas as categorias devam ter tido uma queda substancial no tempo de corte para o mundial…

Acredito que o ironman deva buscar outras alternativas (ou não) para que atletas que não tenham condições de executar um ironman para baixo de 9 horas (por questões de tempo, dedicação, etc) também possam participar do campeonato mundial em Kona.

Esta imaginando (na minha opinião) fatores como :

– ranking, os 5 melhores do ranking de cada categoria (com base no número de provas realizadas), poderia ir para o mundial;
– atletas amadores que ja foram para kona, deveriam ficar 3 anos de molho sem poder pegar a vaga;
– talvez ter 2 etapas em kona (1 e 2 semestres), onde quem for em uma, não pode ir na outro;

Na verdade, estou tendo um brainstorm sobre possibilidades para todos um dia poder competir em kona… gostaria de ouvir a opinião também dos leitores!!!

 

 

 

 

Chegada do tour da california

Por Alexandre Dourado

Depois da prova do SESC Triathlon de ontem, ja achei alucinante o ritmo do pessoal das Time Trials clipados puxando pelotões passando pelos retardatários em alta velocidade, com adrenalina de todos la em cima, aquele medo de acidentar estampado, loucura total!!!

Mas depois de ver esse vídeo, acho que minha experiência no SESC Triathlon foi uma brincadeira perto do que os ciclistas profissionais passam… Esse vídeo foi feito pelo John Degenkolb no tour da Califórnia…

Embrace the Suck

keep-calm-and-embrace-the-suck-7.png

Por Henrique Soares Ebert

Outro dia o Flecha escreveu aqui que deveríamos treinar como um cavalo e competir como uma abelha. Para quem não leu ou está com preguiça de ler esse texto agora vou resumir (mais ou menos) em uma frase o que isso significa: acredite nos treinos que seu treinador passa e acredite que você vai conseguir desempenhar seu melhor (eu disse: mais ou menos).

Porque estou falando isso? Por conta da proximidade com o Ironman Florianópolis. Só por isso.

Muita gente chega a duas semanas da prova achando que deveria ter treinado mais e, por isso, resolve pedalar 180km numa estrada sinuosa e com vento contra. Ou então fazer 20 de 1km na pista ou mesmo fazer 50 de 100m na piscina. Se o seu treinador te passar tudo isso, FAÇA! Acredite nele!

Continuar lendo

Cube e Irmãos Raelert

Por Henrique Soares Ebert

O time Raelert, formado pelos irmãos Michael e Andres Raelert, anunciaram o término de sua parceira com a marca de bike suíça BMC após a criação do time de triathlon BMC-Uplace. Fiquei curioso para saber qual marca seria a “escolhida” para patrocinar a dupla. Não era nada que me tirasse o sono, mas toda semana entrava no site deles ver se tinham notícias.

Tudo bem, isso não alteraria (como não alterou) nada na minha vida, mas os irmãos representam a nata do triatlo da Alemanha e eles procurariam uma parceira que fosse digna de serem pilotadas pelos Raelert Brothers. Continuar lendo

E a Família vai crescendo…Barhein

Challenge Family – we are triathlon!

Por Henrique Soares Ebert

Sinceramente, já não consigo mais acompanhar todas as mudanças nos calendários Ironman (e 70.3) e Challenge-Family. É evento que é adicionado, evento cancelado (70.3 Berlin), que vira a casaca… Mas esse anúncio me chamou a atenção e resolvi escrever aqui.

Continuar lendo