Eu não aceito!!!

A foto é de terça.

 

Nasci em Brasília no século passado e adoro morar aqui. É um dos lugares que conheço que mais favorecem a prática de esportes. Exagero? Temos Rugby, Futebol Americano, Basquete (valeu Brasília),corrida, ciclismo, natação, TRIATLO =), até surfe e Kit Surf o pessoal da um jeito.

Mas aqui também tem um povo que é meio espírito de porco. Sinto isso na pele quando corro e pedalo – tem motorista que não respeita, pedestre e outros corredores que não querem dividir a calçada. Infelizmente, existem pessoas que acham que são donas da pista e outras que são donas do mundo. É nesse segundo caso que acho que os envolvidos no fechamento do portão principal do Parque Ecológico Península Sul.

Para quem não conhece, esse é um pequeno espaço a beira do Lago Paranoá de usufruto da população. Porém, essa área se encontra muito próxima de pessoas com muita influência em entidades e órgãos públicos, distritais e até mesmo federais. Com isso, eles pressionaram o IBRAM (Instituto Brasília Ambiental, entidade que administra os parques do Distrito Federal) a fechar o principal acesso a este parque.

O pessoal do Kite Surfe vai ter que dar uma volta ao mundo para ir praticar esse esporte tão bacana, pois o principal pico (é assim que se chama) é o parque, um local que eles já utilizam desde 2000.

Calma, não foram só eles… Quem aproveitava local para fazer uma caminhada matinal a beira do lago também vai ter que fazer o mesmo, ou esperar o pontão abrir às 7. Quem gostava de nadar naquela região também. Na verdade, a população inteira levou a pior em benefício de poucos.

A justificativa: segurança. Como? No vídeo publicado pela TV Globo, um argumento dado foi que o estacionamento do parque ficava com pessoas estranhas em carros barulhentos fazendo arruaça. Eu mesmo sou contra barulho, mas por favor! Quando isso ocorrer, que chamem a polícia para averiguar. Não vão lá fechar o parque. Aproveitem o poder que lhes foi investido pelo dinheiro e mandem um carro de polícia para lá.

Eu frequento este parque já há algum tempo e vou te dizer, a maior parte dos frequentadores é de gente que vai praticar algum esporte, pais que levam seus filhos para aprender a andar de bicicleta e, nos finais de semana, algumas famílias que vão para lá “curtir uma praia”. Sim, existe gente que incomoda, mas (de novo) fechar o parque?

Tô aqui pensado, será que eu sou uma dessas pessoas estranhas que fazem barulho? Será que ele acha que eu falo muito alto?

JÁ SEI!! O barulho da roda livre das bicicletinhas e do vento nas pipas devem incomodar mesmo…

O link da reportagem é este aqui.

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It´s only fair!*

Acabei de ver na página do Facebook da Challenge Familly um negócio bem interessante: eles aumentaram a distância mínima que um atleta deverá manter da roda de trás de outro atleta na prova do Bahrain. Agora é de 20 metros!!! Para você ter uma ideia, em Kona é de apenas 12. Por hora, isso será apenas entre os profissionais, afinal, a bolsa de premiação para é bem alta :US$500.000,00!!

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Challenge-Florianópolis

Challenge Florianópolis we ar triatlon

Estou com uma pena de mim por não ter feito minha inscrição para o Challenge Florianópolis. Tudo bem, se tivesse feito a inscrição não teria ido para Fortaleza e me redimido comigo mesmo, mas é que ouvi falar tão bem do Dash-113 (prova que se transformou em Challenge este ano) do ano passado que fiquei na fissura de fazer a prova deste ano. Deixe-me explicar o porquê: A série de eventos Challenge é a única que pode fazer frente à série Ironman e, por isso, os caras se esforçam.

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3AM – Número 0

Hoje começamos a coluna 3AM. A ideia deste espaço é trazer semanalmente algumas dicas e informações sobre o nosso esporte.

Como este é o primeiro post da coluna, as sugestões e as críticas são bem-vindas.

CONTINUE A NADAR

continue a nadar

Não canso de dizer que a natação é a modalidade (do triatlo) esquecida. Muitos conhecidos meus morreram de inveja de quem foi fazer o Ironman Flórida deste ano. Motivo: esta parte da prova foi cancelada por conta dos ventos e das correntes.

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Análise da Corrida de um dos melhores amadores na Big Island em 2014

thorironman

por: Fernando “Flecha” Sousa

O Dinamarques Gregers Christensen definiu um grande objetivo para 2014. Depois de terminar em oitavo na faixa etária de 25-29, no Campeonato Mundial de Ironman, no ano passado, ele queria ter o gostinho de chegar em primeiro lugar. Além de ter que trabalhar duro para atingir o seu melhor desempenho, Christensen possui muitos fatores que vão contra ele quando se trata da corrida em Kona. Com 1,83m de altura e 78 quilos, o Godzilla albino tem dificuldade de  lidar com o calor de Kona. Além disso, vivendo na Dinamarca significa que ele raramente treina em condições quentes e úmidas. Apesar de sua corrida em Kona não ter saído como planejado , ainda assim  Christensen foi capaz de correr para singelos  2:57hs, a segunda melhor corrida dentre todos os amadores no dia, colocando-o em quinto lugar na faixa de 25-29 anos. Aqui está um leve resumo de como ele se preparou e como o dia D se desenrolou.

Durante a temporada de 2014, Christensen teve uma abordagem diferente nos treinos de corrida. “Tenho apostado muito na velocidade e força (ou seja, intervalados, sessões de transição (bike/run) de alta intensidade e tiros em subida) e não tanto no volume esse ano”, disse Christensen. “Descobri que, a fim de simular os últimos  15 km da maratona durante os treinos eu preciso fazer mais intensidade ao invés de mais volume. Então, ao invés de fazer sessões de transição por muito tempo (15 a 20 km de corrida no final) eu prefiro fazer 8 – 10 km um pouco acima do limiar “Ele aplicou essa mesma filosofia para suas corridas longas. “Este ano ignorei os longões (27 – 30 km)  e substituiu-os com treinos mais curtos (18 – 24 km) e correr “muito mais rápido” (tipicamente um pouco acima do ritmo de prova).” Esses treinos foram feitos em percursos montanhosos para simular Kona. Christensen (assim como vários Europeus) treinam pelo pace na corrida, em vez de utilizar a  frequência cardíaca.

Para se adaptar ao calor e a umidade que enfrentaria no dia da corrida, Christensen fez o que muitos outros fazem. Ele criou uma Koninha dentro de casa. “Eu tinha que tentar simular as condições quentes e úmidas no turbo e na esteira, através do uso de algumas camadas extras de roupas que criou um inferno cheio de poças de suor!” (Mais ou menos como o Alejandro fica, só que na Dinamarca).  Continuar lendo

COLUNA 3AM

Acabou o diário e o que farei da minha vida?!

Tive um retorno muito legal com o Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau. Teve gente que veio me dizer para continuar o diário. Bem, ele terá uma continuação. Mas só ano que vem. Quando começar a me preparar para IMWC 2015.

Porém, não podia abandonar quem me acompanhou de setembro a novembro deste ano. Assim, bolei uma nova série de posts: 3AM

O que significa isso? 3AM? Vou explicar:

  • 3 – remete ao triatlo, mais especificamente ao número de modalidades que praticamos;
  • AM – abreviação de AMADOR (3AM – triatlo amador);
  • 3AM – hora (3 da manhã) que muitos de nós têm que acordar para poder treinar.

Bem, deixe-me explicar o projeto (ainda embrionário).

Nele, além de um pouco de meus treinos, traremos algumas dicas que podem ajudá-los, como alguns educativos que meus treinadores me passam, equipamentos, manutenção e etc.

Ah! Ele será semanal e sempre que possível iremos apresentar vídeos.

O primeiro post será semana que vem. Ainda não delimitei um assunto. Sugestões são aceitas!

Ah, você já participou de nossa promoção? NÃO?!?!?! Clique aqui para saber como participar!

 

Conto com o apoio

unique

HSS – HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTINCOWSKY NUTRICIONISTA

Mister IM

Por Alexandre Dourado

A algumas semanas atrás tinha feito uma previsão de quais seriam os tempos de classificação para o IM hawaii. Logicamente todos entendem a dificuldade de preve esses tempos, devido a muitos fatores que poderiam ter ocorrido na prova (é o primeiro ano da prova).
Com base em alguns fatores que ja sabiamos que seria bem provavel (forte fiscalização por causa dos pelotões de floripa, número reduzido de atletas, calor, vento, sem roupa de borracha, entre outros…), simulei o atleta X da categoria 30/34, lembram?

Então, tinha simulado que com o tempo de 9:38 ele ficaria em 5 ou 6…. se este atleta existisse e tivesse feito esse tempo, ele teria ficado em 6 lugar na categoria M30/34. Com base nisso idealizei que a prova de fortaleza seria 7% mais lenta do que em floripa, e apliquei essa margem nos tempos dos atletas de cada categoria.

Previsto por mim => Real ocorrido em fortaleza : % erro previsto

M18/24 10:20:00 => 10:16:56 : -0.5%
M25/29 10:05:00 => 09:54:51 : -1.7%
M30/34 09:38:00 => 09:47:37 : +1.5%
M35/39 09:46:00 => 10:05:54 : +3,4%
M40/44 09:50:00 => 10:30:01 : +6,7%
M45/49 10:25:00 => 10:10:19 : -2,4%
M50/55 10:50:00 => 10:57:42 : +1,2%
M55/59 11:20:00 => 12:12:29 : +7,6%

Média do erro previsto : +1,98%

Na média geral a prova em fortaleza foi 9% mais lenta que em floripa. Fiquei fora da margem (de 2%) em 4 categorias… na M35/39, nunca tinha visto alguem pegar a vaga pro hawaii com o tempo maior que 10 horas nessa categoria… na 40/44, também nunca vi um tempo tão alto nessa categoria que muitas vezes chega a ser mais forte do que a 30/34 e 35/39, 45/49 que foi mais forte do que a 40/44 (dificil de acontecer!) e na 55/59 que realmente podia acontecer de tudo…

Ano que vem eu tento de novo….