De olho nas premiações

Por Alexandre Dourado

Para alguns atletas (principalmente a categoria PRO) a premiação da prova é sempre algo que deve ser levado em conta no momento da inscrição. Logicamente a quantidade de atletas que serão premiados, o valor, a distância da prova (pagar R$1.000,00 pro vencedor de um Ironman é sacanagem), o nível do startlist (não adianta se inscreve numa prova que premia 3 atletas e nela só possui campeões mundiais), visibilidade da prova, tudo isso são fatores para análise numa prova, afinal todos os profissionais querem uma parte do bolo e dependem de resultados para conduzir sua vida profissional.

Mas e os amadores? A premiação influência nas inscrições das provas? Eu acredito que SIM. Uma parte dos atletas amadores que visam alto rendimento sempre estão de olho nas premiações dadas nas provas, os melhores de cada categoria estão de olho em algum bônus caso se figure entre os melhores da sua faixa etária… Dentre essas premiações destinada a amadores as mais comuns são: dinheiro (raramente é dado, e logicamente num valor menor que a categoria PRO), medalhas especiais, troféus e presentes (tênis, boné, suplementos e outros artigos esportivos).

Confesso que acho bem bacana as categorias serem premiadas, mas ainda sou contra destinar dinheiro em especie para atletas amadores (apesar de já ter ganho algum dinheiro em premiações do SESC Triathlon). Na minha opinião esse dinheiro poderia ser utilizado na ampliação da quantidade de profissionais premiados (ao invés de 5 premiados, poderiam ser 10), ou até mesmo no aumento da premiação… visando com isso aumentar o número de atletas na categoria profissional (aquele amador top poderia se inscrever como profissional, mesmo visando as últimas vagas da premiação). Muitas vezes vejo um atleta profissional que ficou em 6 (muitas vezes este atleta está entre os melhores do país), voltar de mão abanando pra casa, e um amador que não esta tão bem preparado volta pra casa com dinheiro no bolso. Além do mais essa pratica estimula atletas profissionais a competirem na categoria amadora (esta ficando muito comum isso!).

Enfim, eu sempre que vou me inscrever para uma prova gosto de verificar a possível premiação (hoje em dia não tá fácil ganhar nada!!kkkk), vejo se tem troféu para categoria, tem algum kit, pódio, etc… pois nesse esporte caro, qualquer agrado já faz a diferença.

** Parabéns pro Sergio Tostes que este ano irá premiar com troféus as categorias!!! A prova daqui merecia isso, além do tamanho da prova ter crescido bastante, o nível técnico das categorias estão altíssimas também!

*** Para os organizadores das provas da CBTri (tenho certeza que nenhum deles vão ler esse post!), acho que não custa tanto dar troféu para os 3 de cada categoria, e não só para o campeão… o troféu alem de deixar o pódio mais bonito, deixa o atleta muito mais orgulhoso e com certeza fica sendo recordado com mais frequencia (vira quase uma obra de arte na casa do atleta, enquanto a medalha muitas vezes se mistura com as de finisher e se perdem) #ficaadica

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Brasília Ironman 70.3 – Latin America Championship

Logo Ironman Brasília  Latin American Championsip

(Caaaaraaaaca moleque!) Eu queria traçar um perfil dos atletas profissionais que vão competir no Ironman 70.3 Brasília este final de semana. Queria…

Esse ano estamos com uma situação que tornou minha intenção em algo simplesmente impossível (com minha carga de trabalho atual). 54 atletas! Sendo 37 homens e 17 mulheres.

Tive a ideia de escrever este post e estava a elencar as principais conquistas e os principais atletas ( ex.: Campeão Mundial de Kona – Craig Alexander e Pete Jacobs – não, esses dois não estão na start list da prova de domingo. Este foi apenas um exemplo). Mas, além de não saber todas as conquistas de todos e todas que largarão dia 5 (eu iria cometer alguma injustiça), o esporte é muito mais do que currículo. Porém, é claro que o histórico dos atletas nos ajuda a ter uma ideia dos possíveis resultados.

Assim deixo minhas palavras sobre o que espero das provas feminina e masculina.

Feminina: imagino uma prova bem disputada do inicio ao fim. Na água, vão sair quase todas juntas.  Uma ou outra gringa deve sair na frente e vão pedalar sozinhas. Um grupo de umas cinco ou seis atletas deve sair junto da água e vão formar um pack e vão trabalhar juntas no pedal (cuidado com o vácuo meninas).  Mesmo assim, o dia não acabou para quem sair mais atrás da água. Essas, irão martelar e eventualmente buscar o segundo grupo da metade para o fim do pedal e irão sair para correr juntas (grupo dois e três).  Na corrida vamos ver se a vantagem das que saíram escapadas da água e mantiveram a distância no pedal vai ser suficiente, se quem pedalou em grupo vai conseguir manter um passo consistente para buscar as ponteiras, ou se quem veio de trás vai ter forças para amassar todo mundo na corrida.

Masculina: vai ser quase um triatlo olímpico sem vácuo, tipo Internacional de Santos. Não digo nas distâncias (claro, né?), mas no ritmo. Vai ser alucinante. Dificilmente quem sair atrás da água vai conseguir um resultado bom (top5). Imagino um grupo grande saindo da água juntos. Provavelmente com o Chicão puxando a esteira. No pedal, deve rolar ataque em cima de ataque. Quem perder o bonde num desses, dificilmente vai conseguir tirar a diferença com os pés no chão. Devem chegar uns dois três atletas à T2 “escapados”, dentre eles o vencedor da prova. Um minuto atrás o segundo pack, bem maior, com uns 10 atletas. O top 5 deverá ser formado por atletas desses dois grupos. Alguns desses grupos irão sucumbir na corrida por conta da força que fizeram no pedal e nos primeiros passos, e terminando lá atrás ou abandonando. O vencedor pode surpreender muita gente.

Para brincar (e apenas para isso) mande um email para 03bsbr@gmail.com com seu top 5 feminino e masculino. Vamos ver quem tem a melhor bola de cristal!

Os meus chutes (sem base científica):

TOP 5 Feminino

HELLE FREDERIKSEN
SOFIE GOOS
ARIANE MONTICELI
RACHEL JOYCE
VANESSA GIANINNI

TOP 5 MASCULINO

TIM DON
IGOR AMORELLI
HENRIQUE SIQUEIRA
SANTIAGO ASCENÇO
MARIO DE ELIAS

Olhe por onde pisa 2015 – parte 1

Por Henrique Ebert

É difícil ter ideias para Post. Sério. O Ribeiro e o Flecha são quem dão as ideias boas. Por isso vou aproveitar uma que o Ribeiro deu no ano passado e trazer para vocês os tênis dos Top 15 em Kona e dos Top 10 no ranking ITU.

Antes de tudo. Não é um tênis que vai fazer você correr que nem OS CARAS. Na verdade, acho até que alguns deles iriam ainda mais rápido caso estivessem usando qualquer calçado que não fosse do patrocinador dele (o mesmo vale para bicicletas).

Enfim, vamos ao que interessa. Primeiro post iremos de Top 15 de Kona.

Luke McKenzie- Saucony Type A6,

SAucony A6

SAucony A6

 

Paul Mathews- Mizuno Hitogami

Mizuno-Hitogami

Mizuno-Hitogami

Craig Alexander – Newton IM Elite

Newton Im Elite

Newton Im Elite

Ronnie Schildknecht – Hoka Huaka

Hoka One One Huaka

Hoka One One Huaka

Maik Twelsiek – Saucony Kinvara 4

Saucony Kinvara4

Saucony Kinvara4

Romain Guillaume – ZOOT Ultra Race 4.0

ZOOT Ultra Race 4.0

ZOOT Ultra Race 4.0

Bart Aernouts – Saucony Fastwitch 6

Saucony Fastwitch 6

Saucony Fastwitch 6

 Frederik Van Lierde – ON cloud race

ON cloud racer

ON cloud racer

TimaVan Berkel – Newton Distance

Newton Distance

Newton Distance

Nils Frommhold – Skechers GO Meb Speed 2

Go Meb speed2

Go Meb speed2

Cyril Viennot – SCOTT Race Rocker

SCOTT Race Rocker

SCOTT Race Rocker

Andy Potts – ASICS Gel-Hyperspeed 6

ASICS Gel Hyperspeed 6

ASICS Gel Hyperspeed 6

Jan Frodeno – Asics Super J33

Asics Super J33

Asics Super J33

Ben Hoffmann – Zoot Solana

Zoot Solana

Zoot Solana

Sebastian Kienle – New Balance RC1500

New Balance RC1500

New Balance RC1500

Mesmo tendo atletas que utilizem/tenham apoio/sejam patrocinados por uma mesma marca, nenhum modelo foi repetido(*) no TOP 15 masculino em Kona.

Mesmo esse post não sendo muito técnico, uma coisa pode ser dita: a escolha do tênis não é uma coisa simples.

Vários aspectos devem ser levados em consideração. Peso, ventilação, tipo de pisada (“pronada, supinada e neutra”), são aspectos importantes, porém, para quem leva a corrida mais a sério, são apenas o básico a se considerar no momento da aquisição.

Fatores como responsividade e memória do sistema de amortecimento, drop, cadência, aderência (grip) do solado, drenagem, peso do atleta, histórico de lesões, etc., são ainda mais importantes, pois influenciam na biomecânica do atleta afetando seu desempenho .

Minha sugestão (na verdade duas): teste quantos tênis for necessário até encontrar o  estilo que você se adapta melhor. Ou, corte um caminho e tenha uma informação mais consistente e contrate um profissional especializado para analisar sua corrida e indicar as melhores opções você.

*Os fãs da Newton podem dizer que o IM Elite do Craig Alexander é basicamente um Newton Distance. E é! Mas os calçados do Tim Van Berkel são da nova geração, enquanto o do Crowie é da antiga. Assim, considerei serem modelos diferentes.

Loteria e Legacy Ironman

Kona Lottery e Legacy

Saiu a lista de sortudos que ganharam a vaga para do participar do Ironman WorldChampionships

No Legacy vi apenas um brasilieiro, Fernando Toigo, daqui de Brasília.

Na Loteria, tem dois: o Bruno Collato de Fortaleza e José Novaes de São Paulo.

A lista completa você pode encontrar nesse link.

Review Saucony Kinvara 5

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Por: Fernando “Flecha”

Cor: Verde Limão com detalhes em Laranja

Uso específico: Todo tipo de corrida exceto trilhas

Parte Superior: Malha Spacer, Flexfilm e sobreposições de solda TPU

Entressola: moldada por injeção de espuma EVA, inserção de espuma perfurada ‘Powergrid’ sob calcanhar.

Solado: pedaços de borracha de carbono sob o calcanhar e antepé, borracha sob mediopé lateral.

Peso: 240 gramas / Tamanho US11

Larguras disponíveis: Apenas M-padrão.

Saucony Kinvara 5 agiliza sua escala evolutiva com uma série de novas atualizações, com importantes mudanças estruturais e de design em sua sola e em sua parte superior. E a questão que surge rapidamente – será que o novo Kinvara assumirá com sucesso a responsabilidade de manter a qualidade de seus antecessores? A resposta depende de como você vê as mudanças.

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Aqui está a boa notícia que temos a certeza de que não vai influenciar a mente e os corações dos apaixonados pela família  Kinvara. A Saucony manteve o drop de 4 mm. Dito isso, a tocada é inegavelmente mais suave do que as edições anteriores. Vamos expandir sobre como e o porquê dessa suavidade. Posso dizer que influenciam a mudança no nível de amortecimento.

A outra notícia pode ser boa ou má, com base na sua experiência passada com a família Kinvara. A parte superior mudou completamente.

kin1Saucony continua o uso de Flexfilm no seu cabedal, que é esta camada soldada de polímero fina.

kin2Apesar do cabedal parecer ser construído a partir de duas malhas separadas, na verdade é apenas uma.

O material do cabedal do Kinvara 3 e 4 foi o Flexfilm, uma fina camada de tecido sintético soldada sobre uma malha plana. O Kinvara 5 usa Flexfilm também, exceto que o seu uso se estende sobre toda a parte superior do tênis. Ao fazê-lo, ele substitui o projeto anterior que consistia em ser uma sobreposição de TPU. Pelo fato do  Kinvara 5 ser substancialmente mais reforçado com camadas mais espessas, o tênis mantém um contorno mais nítido e parece moldar o pé mesmo quando experimentado pela primeira vez. Em contraste, o Kinvara 3 e 4 eram muito menos rígidos na construção, e como resultado tinha uma forma caída, flácida quando não usado com frequência.

A próxima observação é sobre correr sem meias com o  Kinvara 5, o que não é uma experiência agradável como era com o  Kinvara 3 e 4. Em primeiro lugar, lembre-se que o K5 tem uma meia manga na parte interior, o que significa que há uma costura em algum lugar por dentro. Neste caso, há uma faixa grossa de material verticalmente no ponto onde termina o mediopé e o antepé começa. A pressão dessa meia manga transfere para o pé, pressionando-o durante as corridas e deixando uma depressão pós-corrida (temporária) na pele por cerca de 10-15 minutos. Usando um par de meias esse problema desaparece completamente. Em relação a ventilação do K5, é muito melhor do que as versões antigas do mesmo. Há uma semi janela transparente de malha sobre o painel de Prolock, de modo que permita que exista uma melhor troca de ar com o exterior. No geral, o Kinvara 5 ganha mais pontos do que seus antecessores quando se trata de respirabilidade.

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Como dito anteriormente, o Kinvara 5 é muito mais confortável do que as suas versões passadas. A mudança mais óbvia é a da densidade do EVA da entressola, que aparece como sendo mais suave do que Kinvara 4 quando comprimido. Não muito, mas um pouco. Em seguida, existem ajustes na geometria da sola, que impacta no amortecimento. Há espaços mais abertos e canais apenas sob o mediopé, por isso a cada pouso, os pods da sola atuam como um pistão. Sulcos mais profundos e isolados resultam em maior suavidade. Por último, o Kinvara 5 introduz uma fila de seção de borracha porosa (mesmo material que Ride e Guide 7) sob a parte exterior do meiopé, o que melhora transição na passada, proporcionando melhor amortecimento.

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A quantidade de peças de borracha utilizadas não mudou mas o desenho da sola sim.

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As saliências do antepé são as mesmas, mas os pods de borracha são mais profundos na cavidade de EVA.

Durabilidade é frequentemente discutida no Kinvara, e há uma boa razão para isso. Os pods do antepé no K3 e K4 eram suscetíveis a desgastar-se muito rapidamente, por isso ficamos curiosos para ver como o novo tênis se comportará. Bem, o composto de borracha mantém-se inalterado, mas a Saucony foi inteligente em certificar-se que as peças de borracha triangulares foram inseridas mais profundamente dentro da cavidade do EVA. Então agora o que acontece no K5 é igual ao desgaste da borracha e os pods de EVA, em vez de apenas a borracha tendo o peso de desgaste.

Sem dúvida, é um sinal da mudança dos tempos. Tênis mais baixos com pouco drop permanecem ainda na lista de preferidos, mas isso vem mudando no quesito tênis para rodagem. Se você quer uma prova, basta olhar para o panorama dos tênis de corrida atual – Entressolas monstruosas, como o  Hoka ou a nova linha da Asics – tudo aponta no surgimento do excesso de  amortecimento, e o Kinvara tenta mudar para se adequar a esse novo mercado.

O resumo da ópera é que o Kinvara mudou. Para melhor ou pior, isso é você quem vai decidir. Um lado da moeda vê o novo modelo ganhando um monte de recursos de suporte no preenchimento superior e na sola. Isto irá agradar os corredores que queriam o tênis para ser mais confortável do que suas versões anteriores, mantendo o seu carácter leve e 4 mm de drop. Por outro lado, o Kinvara 5 é uma versão abertamente maximalista, quase como que avançando para uma nova tendência. Se isso incomoda você, a compra de alguns pares de Kinvara 4 pode ser uma de suas opções (aliás tenho um pouco usado para vender), e esperar até 2016 para ver se o Kinvara mais minimalista retorne. Se a sorte ou o azar favoreceu você, nesse caso? Não sei, e tenho raiva de quem sabe.

Fonte:www.solereview.com/

Power Ranger

Por Henrique Ebert (Traduzido macarronicamente do lavamagazine.com)

Fonte:  http://lavamagazine.com/branching-from-the-hub-powertap-debuts-pedal-chainring-based-power-meters/

Cubo Powertap

Cubo Powertap

Um dos primeiros medidores do Mercado foi o Powertap. Uma das primeiras vezes que vi aquele cubo da roda traseira avantajado foi com o Flávio Milhomem. Isso foi lá por 2007.

Depois dele, outros amigos compraram um também. E todos falavam do tanto que pedalavam agora com mais consciência e como isso influenciava positivamente suas provas.

Mesmo tendo esse benefícios, eu não achava aquilo muito prático: você tinha ou tinha que ter dois cubos Powertap, que não eram baratos, ou você, a cada competição, tina de tirar o cubo da roda de treino para por na competição (após a prova fazer o procedimento inverso). Na época, o único medidor de potência em movimento central era o SRM, que por sua vez era um absurdo de caro.

Aí, lançaram o Qarq. Mais barato que SRM e mais prático que o Powertap, que perdeu muito mercado desde então. Com a vinda de novos entrantes, a marca sabia que tinha de fazer algo de novo. E fizeram!

P1Pedal!

PowerTapP1

PowerTapP1

Não é uma revolução para o mercado, visto que já existem medidores de potência baseados no pedal (Vector por exemplo), mas isso não é uma coisa ruim. Eles puderam aprender com o erro dos outros. Pelo menos é isso que espero.

A marca promete o sistema mais amigável do mercado, sem a necessidade de definições complexas ou mesmo de calibrar (o Flecha diz que um equipamento confiável é um que você calibra antes do seu uso – a explicação dele me convenceu, depois perguntem para ele no facebook dele).

PowerTapP1

PowerTapP1

O P1 é compatível com os tacos dos pedais Look Keo e tem molas ajustáveis. Configuração simples, mas muito funcional. A fonte de energia do pedal são pilhas palito (AAA), ou seja, você pegar as do seu controle remoto antes do treino.

Preço:US$1.200,00 o par. Não há planos de fazer como a Garmin e desenvolver uma versão de apenas um pedal.

Opinião do especialista (Rômulo Nogueira):

A Powertap já vinha há alguns anos mostrando o interesse em fazer um medidor de potência baseado no pedal. Porém, a Garmin se adiantou e lançou o Vector na frente. Só que a Powertap lançou seu modelo com evoluções nítidas, com tudo embutido (não precisa de um “Pod” para transmitir os dados, uso de bateria AAA (uma boa sacada, pois não compromete o Fator-Q: que é a distância entre o meio do eixo do pedal e o rolamento do movimento central. Quanto menor essa distância melhor é a eficiência da pedalada), etc. Segundo o fabricante com apenas uma chave allen ele está pronto para o uso, uma vez instalado o pedal, ele reconhece os tamanhos do pedivela, sem a necessidade de calibração específica e ainda torque específico em cada parte da pedalada.  Além disso, é capaz de mostrar exatamente onde está sendo empregada a força na plataforma do pedal.

Mas espere! Não é só isso!

PowerTapC1

PowerTapC1

Eles desenvolveram o C1: medidor de potência baseado na Coroa. É parecido com SRM e Qarq, mas ao contrário. Nesses, a aranha vai presa ao pedivela, naquele vai presa às Coroas (feitas pela FSA). A vantagem disso é que você pode usar o sistema em duas bicicletas. Beleza, os medidores de potência baseado em pedal fazem isso e de maneira mais simples. Condordo! Mas o preço do C1 é sensivelmente mais barato. US$699,00.

Opinião do especialista (Rômulo Nogueira):

O C1 vem com poucas mudanças em relação ao que já vem no mercado. Ele acrescenta apenas 160 gramas para a coroa original (o que é pouco). Ele promete ser mais confiável em relação aos dados transmitidos, por causa do sistema de fixação no sensor. Com as metragens 50/36, 52/36 e 53/39 e com BCD (diâmetro dos parafusos que prendem as coroas) de 110mm que vai resolver a vida pra muita gente, menos para quem usa hollowgram da cannondale.

Com variação de 1,5% dos dados a marca vem para brigar , mas vamos ver a reação do mercado , confiabilidade , pioneirismo e preço a marca tem para isso.

Assim como o P1, o C1 deve ser “plug and play”, ou seja, é colocar e sair para pedalar (lembre-se de verificar a regulagem do câmbio dianteiro, por via das dúvidas).

Eles também lançaram o novo Joule GPS+. A única coisa que tenho para dizer é que eles fizeram o feijão com arroz e melhoraram sua conectividade.

Como os dois acima se conectam por Bluetooth e ANT+, você pode continuar com seu Garmin tranquilamente (eu quero um 920 Garmin Brasil).

Se um dia me cederem esses medidores de potência eu os testarei e posto por aqui.

Ah! Eles ainda não foram  lançados, mas devem estar no mercado em breve. Vou ver com o Harysson Gomes se ele já aceita encomendas 😛

***Eu tinha perguntado pro Rômulo Nogueira