A evolução das roupas de competições no triathlon

Por Alexandre Dourado

É notório que a evolução dos equipamentos estão mais rápidos do que a grande maioria consegue absorver… Neste último final de semana, durante a 1 etapa da copa Brasília verifiquei um colega usando um macaquinho Blueseventy Point Zero 3 que me intrigou um pouco sobre sua utilização. Não estou 100% certo sobre as informações (quem souber pode colocar observações nos comentários), mas vou tentar explicar um pouco sobre a utilização dessas roupas no triathlon.

Nos primórdios do triathlon (até meados de 2002), a situação era a seguinte… na aguá fria (com temperatura abaixo do permitido), era liberado o uso de roupa de borracha, caso contrario, nadava-se de sunga e/ou top (acho que podia correr sem camisa! Época do Leandro Macedo, João Carlos, etc)

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Maneiro correr de sunga.

 

Depois disso os atletas passaram a usar macaquinhos de competição na sua maioria feitos de nylon ou lycra, o intuito era padronizar as vestimentas (devia ser meio mulambo fazer a prova sem camiseta), melhorar o visual dos patrocinadores nos atletas.

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Em meados da década de 2000, os macaquinhos começaram a tomar o lugar do short/top. A ITU resolveu aumentar a exposição dos patrocinadores nas roupas dos atletas.

 

 

A grande evolução veio com o desenvolvimento das fastskin/swimskin (chamadas de pele de tubarão) que inicialmente possuíam uma fina camada emborrachada que ajudava na flutuação (com essa roupa foram batidos quase todos os recordes mundiais de natação).

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Roupa que ganhou muitas medalhas em Pequim 2008.

 

Seguindo essa tecnologia para natação, as marcas desenvolveram produtos para o triathlon (acho que basicamente desenvolveram zipers para poderem trabalhar em outras modalidades), com isso, foi feito a Blueseventy Point Zero 3 (ate o joelho) que esse amigo meu estava usando e a Blueseventy Point Zero 3 + plus (ate o tornozelo)…

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Versão até o tornozelo. Visivelmente possuem uma camada emborrachada!

Todas as grandes marcas (Orca, TYR, etc) criaram seus produtos utilizando a mesma tecnologia (muitos atletas usam essas roupas sem mesmo saber que já estão proibidas, eu mesmo só conheço a história da Blueseventy e não sei as roupas das outras marcas que foram proibidas ), mas com a proibição em 2009 (não tenho certeza) obrigaram as empresas a pararem de produzir esses produtos com borracha e criarem outras tecnologias que não ajudassem na flutuação, mas sim na redução do atrito entre a pele e a água. As roupas com essa fina camada emborrachada passou a ser considerada como roupa de borracha e só possui sua liberação quando a água esta fria (logicamente a roupa de borracha de 5mm ajudaria bem mais do essas roupas, por isso saíram da linha de produção).
Atualmente todas as grandes marcas possuem uma linha de swimskin, que são colocados por cima das roupas de competição mesmo quando a água não esta fria… essas roupas visam reduzir o atrito com a agua, melhorando o deslize e consequentemente o tempo (essas roupas já não fazem milagres como antigamente!!!!).
As marcas mais usadas de swimskin no ironman Kona são a Blueseventy PZ3TX e a TYR Torque PRO, mas todas as marcas possuem seus modelos e adicionam outras tecnologias com nomes estranhos para vender.

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Roupas permitidas para serem utilizadas (não possuem camada emborrachada) por cima da roupa de competição (costumam esquentar, por isso não é utilizada durante toda a prova)

Contrariando a WTC (dona da marca ironman), na ITU é proibida a utilização de swimskin (nenhuma roupa pode ir em cima da roupa de competição. Informação importante para quem vai pro mundial da ITU em chicago), além da obrigatoriedade do ziper ser atrás… As grandes empresas também tem desenvolvido roupas para atenderem essas regras da ITU (As mais conhecidas são Z3R0D e a Blueseventy com a linha TX).

Complexo esse tanto de informações!? Apesar do meu colega de prova estar usando uma roupa proibida, eu não comentei nada, afinal nem eu sei se realmente o que pode ou não pode…

Percurso SESC Brasília 2015

Depois de 6 anos no Pontão do Lago Sul, a etapa brasiliense do Circuito Nacional Sesc se mudou para a ponte JK.

Somente hoje conseguimos o mapa do novo percurso. E vou te contar uma coisa: prepare-se. O percurso do pedal e da corrida ficaram mais duros. No pedal os atletas terão de subir a 8%. A corrida você praticamente não correrá no plano, ou sobe ou desce.

As imagens do percurso estão aqui embaixo (desculpem pela resolução), ou nesse link.

Percurso SESC Brasília

Percurso SESC Brasília

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Acabamos de confirmar com o pessoal do SESC que a prova será mesmo realizada na PONTE JK.

Regulem os freios e descansem as pernas.

Semana BSBR

Final de semana com recheado de provas nacionais e internacionais.

Copa Brasília

Foi disputado em Brasília a 1ª Etapa da Copa Brasília de Triatlhon. A prova foi disputada nas distâncias de Short Triathlon. Os top 3 Masculino foi composto respectivamente por Paulo Guimarães Jr, João Carlo Almeida e Rômulo Menezes. Já no Feminino, Flávia Pedreira seguida por Nayara Lunière e Lana Spencieri . Mais uma vez a MKS realizou um ótimo evento. A segunda etapa será realizada dia 31/05/2015.

Troféu Brasil

Enquanto isso, em São Paulo, foi disputada a segunda etapa do troféu Brasil de Triathlon. Mais uma vez Marcus Fernandes levou a melhor. Ele tá nadando, pedalando e correndo muito! Assim que sair o rsultado completo o post será atualizado.

Ironman Texas

Nos Estados Unidos, o canadense Lionel Sanders teve de pedalar (02:02:25) e correr (01:12:20) como se estivesse fugindo da polícia para ganhar o Ironman 70.3 Texas. Andy Potts, que havia ganhado o 70.3 Nova Orleans no domingo anterior, ficou à dois minutos de Sanders na segunda colocação. Em terceiro, outro canadense, Cody Beals ficou em terceiro, 1 minuto atrás de Potts.

Entre as mulheres, a Dinamarquesa Helle Frederiksen continua mostrando que a invasão ITUANA em provas longas tem tudo para ser bem sucedida. A vencedora do Ironman 70.3 Brasília ganhou a prova com 04:07:52. Nessa prova, a máxima de que natação não ganha prova mas pode fazer você perder fez-se valer. Helle nadou para 25’42’’, 4 minutos mais rápida do que a segunda colocada Angela Naeth, do Canadá, que fechou o dia com 04:13:50. Fechando o top 3 ficou Emma-Kate Lidbury, da Grã Bretanha.

Challenge Taiwan

Se os canadenses colocaram 3 atletas no Top 3 do Ironman Texas (dois homens e uma mulher), os neozelandeses colocaram 4 no Challenge Taiwan (Todo Top 3 masculino e a segunda colocada no feminino). O vencedor do Challenge Dubai, Terenzo Bozzone fechou o dia com 03:52:41, 4 minutos a frente de seus compatriotas Mike Philips e Dylan McNeice. Entre as mulheres a russa Eva Potuckova  , levou a melhor, seguida por Kathryn Haesner     e Brooke Langereis  da Austrália.

Campeonato Brasileiro de Duathlon

A capital amazonense, que vem se mostrando como uma cidade importante para o multisport do país, sediou no sábado a etapa única do Campeonato Brasileiro de Duathlon. Entre as mulheres, Ariane Monticeli dominou a prova com 02:01:38, seguida por Detlei Hasse, com 02:02:50 e Nayara Lunière (você não está lendo errado não, ela saiu de Manaus e veio competir em Brasília no dia seguinte) em terceira com 02:03:22. Entre os homens a disputa pelas duas primeiras colocações foi ainda mais apertada. Francisco Viana ganhou com apenas 28 segundos de vantagem para Thiago Assad.

WTS Cidade do Cabo 750m-40km-10km

A Cidade do Cabo sediou a quarta etapa da Copa do Mundo de Triatlhon. A baixa temperatura da água fez com que a natação fosse cortada pela metade para os profissionais e retirada da competição para os amadores.

Entre as mulheres, que venceu foi a Inglesa Vicky Holland, que estava retornando de uma lesão, em segundo ficou a americana Katie Zaferes, que havia conquistado a terceira colocação na Gold Coast no início do mês de abril. Em terceiro ficou a campeã olímpica Nicola Spirig.

Javier Gomez e Alistair Brownlee eram os franco favoritos, mesmo com o inglês retornando de uma lesão (assim como Holland). Entretanto, o corte na natação favoreceu atletas que se destacam nas provas mais curtas como Mola, Murray e Luis. Com isso, o pelotão principal ficou gigante. Brownlee estava o tempo inteiro na parte da frente do pelotão, por vezes puxando o trem.

Mas, as coisas foram decididas com os pés no chão. Browlee e Gomez foram os primeiros a sair da T2. Logo no inicio da corrida juntaram-se a eles Alarza, e Murray, este empolgadíssimo por estar correndo em casa, e Vicent Luis. Os cinco estavam juntos até o 5km. Quando o ritmo começou a apertar. Brownlee tropeçou (provavelmente chutou o calcanhar do Gomez) e caiu. Ele se levantou e buscou o pack. Sobrou de novo e buscou mais uma vez. Impressionante a raça desse inglês! Murray vinha mostrando que estava forte e vinha ditando o ritmo. Por volta do 8km Gomez ataca e leva Brownlee com ele. Murray acompanha os dois de longe. Mais atrás, parecendo estar fora da disputa, estava Luis. No último km, Brownlee ataca em cima de Gomez e abre um dia. Final, Brownlee em primeiro, Gomez em segundo e Luis, após ter ressuscitado, em terceiro. Que prova!

Respeite a vida!

O carro é seu. A rua é de todos!

O carro é seu. A rua é de todos!

Antes de ontem foi aniversário da Brasília, cidade em que nós do BSBR vivemos e treinamos. Grosso modo, é uma boa cidade para treinar. A maior parte dos motoristas respeita os atletas em treinamento, a maioria das vias tem um asfalto decente e temos muita gente treinando. Infelizmente, é uma cidade que cresceu em demasia nos últimos anos sem que os serviços e infraestrutura públicos acompanhassem o ritmo.

Com isso, nossas ruas ficaram entupidas de carros, cada um deles com um cidadão. Só que dentro alguns desses carros têm um tirano da idade média. O cara que se acha dono do mundo. Buzina para todo mundo, não da passagem, não respeita ninguém: nem os outros motoristas, nem as leis, nem pedestres. Os ciclistas são as bruxas: merecem ser queimados por utilizar um espaço que lhes é de direito.

Há vários tipos deles. Cuidado! Às vezes eles cruzam e ficam ainda mais perigosos:

Há o TirAnús Bebidenses, que bebem demais na balada e causam incidentes. Na última sexta-feira Santa um desses marginais atropelou e matou um ciclista na VIA L4 Norte. Rafael Balaniuk era o nome do elemento. Fabrício, estava indo para o trabalho… O Fidumaégua tentou fugir sem prestar socorro. Só não conseguiu porque a roda da bicicleta travou a roda do seu carro (e porque deveria estar bêbado como um gambá).

Na mesma via, uns 2km a frente houve outro incidente. Uma Fêmea da TirAnús Nonsesus atropelou um amigo meu no último sábado. Provavelmente estava no ZapZap. Depois alegou que tinha tomado um remédio que lhe dá sono. De qualquer forma. Não tinha noção do que vinha fazendo (dirigindo) até acertar o meu amigo. A perícia viu que ela só freou depois de ter acertado o ciclista.

Na noite anterior um ciclista foi atingido por um TirAnús Filhudaputenses na EPTG. Eles gostam de tiram fino dos atletas. Nem sempre acertam. Muitas vezes essa espécie esta no veículo da firma. No caso em questão, ele estava em um caminhão betoneira.

Semana passada um desses tiranos causou um acidente no parque da cidade. Sua espada era uma camionete branca. TirAnús Camionetenses acham que são imunes as leis de trânsito e da física. Acham que podem sair esbravejando e xingando a todos, entram na frente dos outros ignorando o princípio que prega que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Ele também ignorou a terceira Lei de Newton, que determina que toda ação gera uma reação. Ele freou brusca e propositalmente a frente do pelotão em treinamento o qual já vinha xingando há um bom tempo.

Pois a manifestação de hoje no Parque da Cidade foi a reação a ação desse último tipo. Na verdade foi a nossa maneira defender nosso direito de sair treinar nas ruas de nossa cidade e voltar sãos e salvos.

Essa foi a primeira vez (pelo menos que eu saiba) que tantos atletas de diversas assessorias de Brasília se reuniram para defender esse direito. Éramos por volta de 400. Era bike a perder de vista. Como disse no inicio do texto, a maioria dos motoristas nos respeita, eram muitos buzinando e dando sinal de positivo para o pelotão.

Os principais jornais e canais de TV estiveram por lá e deram atenção ao movimento .

Esse foi o começo. Mas ainda há muito a ser feito. Nesse meio tempo, vamos respeitar e ser cordiais com os veículos, com os pedestres e outros ciclistas.

Na segunda feira o administrador de Brasília Igor Tokarski sinalizou que nos apoiaria, colocando sinalização vertical e horizontal nas vias do Parque da Cidade, L4 Norte e Lagos Sul e Norte.

Parabéns aos que foram hoje no parque e meu agradecimento ao Detran e ao GDF por se mostrarem ao nosso lado.

Os grandes campeões

IRONMAN_70.3_2013

Por Alexandre Dourado

No Ironman 70.3 Brasília teve uma novidade inédita no Brasil!!! Atletas amadores foram testados pela WADA (acho que foi essa instituição, neh!?) para exame antidoping surpresa (foi avisado somente no dia do simpósio, quem tava usando algo, não dava mais tempo de nada!!!!). Numa conversa de rádio corredor (não tenho influência com nenhuma organização, sou um méro pangaré atento nas conversas!) com amigos que estavam na tenda da chegada, me informaram que os 2 primeiros gerais amadores masculino e feminino foram testados, além dos 2 profissionais masculino e feminino (acho devia ter sido mais neh!?). Seguindo essa informação recebida (se alguém souber mais de alguma coisa, por favor pode compartilhar), podemos dizer que os seguintes atletas foram testados (meu foco neste post vai ser os amadores) :

– BRUNO FREGOLENTE LAZARETTI (M30/34) – Atleta com muitos títulos no amador em Ironman, conquistou vaga para o Hawaii ano passado, ganhou o GP na categoria profissional (deve estar migrando para o PRO).
– DANILO MELO (M18/24) – Campeão brasileiro 2015 na categoria M20/24 (2 amador geral), muito forte mesmo! (Confirmou que fez no Facebook, obrigado Danilo)

– PATRICIA MENDES (F25/29) – Foi 8º geral na prova… Corrida forte, ja vi alguns resultados no troféu brasil (sempre vencendo)… Fez um provão!!!
– LISANDRA MESQUITA BATISTA (F35/39) – Percebi que possui vários títulos estaduais, enfim deve ser experiente também…

Se alguém conhecer estes atletas… poderiam confirmar com eles se fizeram mesmo o exame…

Confesso que quando me informaram que haveria exame antidoping, no primeiro momento achei que fosse somente para assustar os participantes, depois que acreditei na ideia, fiquei imaginando se haveria muitos atletas faltantes, com gripes súbita, ou recém lesionado subindo a escada durante a noite da prova kkkkkk!! Brincadeira!… na verdade eu vi uma oportunidade de acabar com o paradigma de que todos os campeões amadores correm dopados (acho que a grande maioria carrega esse paradigma!). É normal suspeitarmos de doping quando vemos atletas amador fazendo parciais melhor do que profissionais (ou ate mesmo ganhando provas!), e por isso vou torcer para que estes atletas mencionados se confirmem como limpos e possam continuar elevando o nível amador do nosso esporte.
Agora eu tenho uma dúvida que eu acho que TODOS devem ter (quem tiver mais informação sobre isso, por favor compartilhe)… Aonde posso acompanhar os resultados do exame antidoping (dos amadores e dos profissionais)? Não deveria ter uma central da WADA onde eu pudesse consultar todos que estão punidos? Afinal, se eu quisesse criar um prova (exemplo, STEELMAN) onde não pudesse ter inscrições de atletas que estão punidos por doping, aonde eu poderia fazer essa consulta? Essa informação depois de todos os recursos internos, não deveria ser pública? Outra dúvida é se as regras para o antidoping amador são as mesmas dos profissionais? Ou seja, atleta amador não pode usar antigripal (já que possui substancias dopantes), e nem podem dar um “tapa na pantera”  (vulgo fumar baseado), se isso acontecer, teremos que entender que atletas que fumam maconha (eu conheço muitos kkkkkkk) são tão dopados quanto atletas que usam EPO, ou qualquer outra substancia?? Enfim… quais são exatamente as mesmas regras? (Alguém da WADA poderia responder isso, neh!?)

Eu queria muito acompanhar os exames para que no momento que os resultados fossem divulgados como negativos, eu pudesse ir até cada um deles (em uma prova qualquer) e dar os PARABÉNS PARA OS GRANDES CAMPEÕES!!

** Minha ideia não é ser “o chato” que quer mexer num vespeiro, nem “o polêmico” que acha que todo mundo está dopado, na verdade gostaria que essa questão de doping fosse um pouco mais transparente para toda comunidade do Triathlon e de todos os esportes (que todos pudessem ter acesso a informações de uma mesma fonte segura – WADA, e não por sites especializados, ou por meio de confederações que na minha opinião envolve uma “politicagem”). Todas as opiniões expostas no blog com um embasamento lógico serão bem aceitas!!!

A regra é clara!

Por Alexandre Dourado

Tem um tempo que gostaria de escrever um pouco sobre algumas regras que vem sendo deixadas de lado no nosso esporte (por favor me lembrem de outras!!!), e que na minha opinião acaba descaracterizando as provas.

A primeira regra é na questão da liberação do uso de roupa de borracha! Na regra diz que será liberado o uso da roupa de borracha se a água estiver inferior a 24.5 graus… Ontem no Ironman 70.3 Brasília levei um termômetro e verifiquei que água estava acima de 25 graus (diferente dos 22.5 graus informado pela organização, quem fez sentiu que não havia necessidade da roupa), foi normal ver atletas retirando a roupa durante a etapa de natação. Muitos organizadores optam pela roupa para dar mais segurança aos atletas (afinal são 1.200 atletas para 20 pessoas na organização, certamente é um momento crítico na questão segurança), mas acabam prejudicando outros atletas que se dedicam a esta modalidade… Afinal a roupa não ajuda tanto os nadadores mais experientes.

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Essa prova em Brasília segue a risca a regra para liberação da roupa de borracha!!! (somente no final de maio, junho, julho e talvez no inicio de agosto talvez exista realmente a necessidade para utilização da roupa de borracha… o resto do ano não tem…)

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Já nessa prova deve ter sido liberada para dar flutuabilidade para os atletas que nadam somente na última semana antes da prova (também em Brasília)

A segunda regra é referente ao uso de bicicletas de TT em provas com vácuo liberado. Todo mundo sabe que pela regra oficial, a utilização de bikes TT só pode ocorrer em provas onde o vácuo é proibido. Mesmo que seja normal flagrarmos atletas andando em pelotões em provas de Ironman ( mas lembrem-se que a regra diz que é proibido, existe fiscalização, e o atleta pode ser penalizado), ou também em provas não oficiais, que normalmente são provas pequenas e necessitam das inscrições para serem viabilizadas, e ainda não possuem condições de fiscalizar. Mas autorizar o uso bikes TT com vácuo liberado num campeonato brasileiro de triathlon não seria demais!? Além de ser uma ameaça para os participantes (na questão de segurança), extingue o mercado de bikes roads do triathlon (quem vai querer correr de Road contra uma Time Trial?), e alem disso é totalmente contra a regra oficial. O correto nesse caso seria proibir o vácuo (logicamente teria que haver fiscalização, percurso amplo para não engarrafar, etc) como é feito nos campeonatos mundiais da ITU (nos amadores, e que a partir do ano que vem vão liberar o vácuo na distância sprint )… A outra solução seria liberar o vácuo e retirar as bikes de TT, seguindo a risca a regra imposta pela ITU (tamanho de clip, tipos de rodas, etc) como é feito no circuito SESC. O foco do circuito SESC (já que mencionei esse circuito) é oferecer um tipo  de prova na qual o vácuo é liberado (seguindo todas as regras que vemos na TV do campeonato da ITU), pra quem acha que provas que seguem a risca essas regras não fazem sucesso, etapa Caiobá tem suas 1200 inscrições finalizadas em 4 minutos e ainda contam com um cadastro de reserva de 1000 atletas (atletas do país inteiro)… ou seja, esse tipo de prova tem mercado sim! Ano passado, a equipe do SESC – Etapa Brasília liberaram bikes TT, mas este ano me informaram que não será aceita em hipótese alguma a utilização desse tipo de bike (#fiquematentos)… Enfim, as regras devem ser cumpridas, senão logo logo, vão acabar propondo a liberação oficial do vácuo nas provas de Ironman…

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 Ironman Floripa (Teoricamente sem vácuo, o povo ate da gargalhada de tão fácil que deve tá!)

100do2Guidom seguindo as regras para liberação do vácuo

VENTUM ONE PROJECT

Ventum Logo

Ventum Logo

Há dois meses publicamos um post sobre a Ventum ONE. Pouco se sabia sobre a marca. Só sabíamos que se tratava de um projeto ousado e que a Leanda Cave seria uma das principais atletas do time.

O pouco que sabíamos era por conta das fotos e da publicação da Lava Magazine.

Ventum ONE

Ventum ONE

Bem! Como quem tem amigos tem tudo, o meu amigo e oráculo Rômulo Nogueira conseguiu com que o Neville Merha  respondesse à algumas perguntas sobre a marca e o projeto da Ventum ONE. E ficou muito legal!

As respostas dão uma noção da complexidade que é criar um projeto do zero e, principalmente, do comprometimento da equipe do projeto em criar um produto que realmente tenha qualidade e velocidade.

Quem estiver curioso sobre o projeto, curta o a página deles no Facebook.

Leanda Cave Ventum

Leanda Cave Ventum

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Ah! A estreia da bike em provas promete um futuro auspicioso, Leanda Cave venceu o Las Olas Tri 2015, em Fort Lauderdale.

Em nome de todos do BSBR, agradeço ao Rômulo pela ponte e ao Neville pela disponibilidade.

Então, vamos às perguntas e respostas.

RN: Rômulo Nogueira

NM:Neville Merha

RN: Como e de onde veio a ideia de criar a Ventum? Qual é a experiência com bicicletas (como fabricante ou mesmo como atletas) dos criadores da marca?

 NM: Os co-fundadores, James (Jimmy) Seear e Peter Seear lideram os departamentos de engenharia e design técnico da Ventum. O Jimmy é um Triatleta Profissional Australiano e ex número 1 do mundo Sub-23. Enquanto isso, Peter é homem de negócios experiente e um Engenheiro Mecânico com criações que conquistaram recordes mundiais. Por anos, os dois fizeram experiências com o design e construção de bicicletas.

Isso começou como um hobby, mas depois que pegaram o jeito com o design e perceberam várias oportunidades para ganhar tempo e reduzir o arrasto, aí eles começaram a levar isso mais a sério.

 Nós também solicitamos a ajuda de engenheiros especialistas em engenharia aerodinâmica e estrutural. Após um longo processo de design e de ter feito alguns protótipos a mão na Austrália, nós fomos para o túnel de vento. Nós sabíamos que estávamos a caminho de algo grandioso quando vimos os resultados.

RN: Hotta, Lotus, Slingshot,Cheeta e mesmo a Pinarello (no Tour France de 1996) são marcas que marcaram a história com design arrojado e eficiente (sem downtube) tanto no ciclismo quanto no triatlo. Vocês realmente estavam com a inspiração aflorada e fugiram dos burocratas da UCI?      

 NM: Nós nos dedicamos a fazer a bicicleta de triathlon mais rápida do mundo. Sabíamos que se pudéssemos fazer isso, então nós teríamos um mercado entre atletas que participam de competições em que o vácuo é proibido. Esses eventos geralmente não são regulamentados pela UCI, por isso, não era preciso nos restringir com as limitações de design da UCI.

Então, nós começamos por revisar todos os tipos design de bicicletas antigas (antes das proibições impostas pela UCI), incluindo aquelas que você mencionou. Nós rascunhamos várias ideias e então começamos a discutir o que funcionava e o que não funcionava – isso tanto no lado da aerodinâmica quanto no estrutural. Uma grande bicicleta tem que ser tanto rápida quanto rígida!

Logo que começamos a ter uma noção da direção a seguir, começamos a desenhar o quadro no CAD (software de design). Submetemos o projeto ao CFD (software que analisa a dinâmica de fluídos – ar é um fluído para quem faltou a aula de ciências) e FEA (software que prediz – com base nos dados informados – como que o projeto se comportará ao ser submetido a calor, vibração, stress e demais forças da física) para refinar o design inicial. Finalmente, depois de todas as simulações, chegamos a um design com o qual ficamos felizes, e começamos a construir o primeiro protótipo.

Após as simulações, começamos os testes com os medidores de tensão até as falhas começarem a aparecer nos pontos fracos do quadro. É difícil construir algo com suas mãos só para quebrá-lo de propósito. Mas isso é uma parte importante do processo. Com os dados dos testes estruturais em mãos, começamos a aprimorar o design e então construímos mais um protótipo. Esse quadro foi testado na estrada para saber como a bicicleta se comportava. Esse quadro também foi testado no túnel de vento e nos deu ótimos resultados.

RN: Tendo em mente uma ideia e um projeto, qual foi o maior desafio no design da Ventum?

 NM: A parte mais difícil foi balancear nosso desejo de chegar ao mercado com nosso desejo de fazer a melhor bicicleta possível. Por um lado, nos tivemos um enorme interesse na bicicleta, tanto de amadores como de Profissionais. As pessoas estão perguntando “quando poderemos andar numa Ventum”? “Quando vai chegar às lojas”? “Já posso fazer um pré-pedido agora”? Naturalmente, nós queremos dizer “sim” e começar a vender logo. Ao mesmo tempo, estamos compromissados em construir a melhor bicicleta possivelmente imaginável. Sempre existe um pequeno ajuste que você pode fazer, ou uma maneira de melhorar um pouquinho.

RN: A Ventum vai ficar com apenas um modelo ou há a possibilidade de existirem outros modelos, incluindo ROAD?

 NM: Ótima pergunta! Essa é nossa primeira bicicleta; já estamos planejando construir e vender mais bicicletas nos próximos anos. Antes de fazer isso, temos de entregar uma primeira bike fenomenal. Temos feito afirmações ousadas e nos iremos entregar cada uma delas! Então, assim que nos estabelecermos com uma excelente reputação, poderemos começar a nos dedicar a futuros modelos. Afinal de contas, tem uma razão de esta primeira bicicleta ser chamada de Ventum “ONE”!

RN: Ao contratar grandes nomes da cena mundial, vocês conseguiram conquistar a atenção do mercado nos últimos meses. Como vocês veem o marketing no triatlo atualmente, e o que persiste? (Leanda Cave, Alicia Kaye e Kyle Buckhingham)

Kyle Buckingham Ventum

Kyle Buckingham Ventum

 NM: Nossos atletas profissionais estão envolvidos no marketing, mas essa é apenas parte do trabalho. Eles também testam a Ventum ONE e fornecem feedback para os times de design e de engenharia. O retorno deles já inspirou inúmeras melhorias no design da bicicleta. Quando os primeiros consumidores comprarem nossas bicicletas no decorrer desse ano, eles irão adquirir um produto que já foi testado por campeões mundiais e posto à prova nos percursos mais difíceis ao redor do mundo.

A grosso modo, nós reconhecemos que nosso mercado é extremamente inteirado sobre a indústria e produtos disponíveis. A comunidade do triatlo é muito esperta para comprar produtos simplesmente porque parece ser legal ou porque é utilizado por alguém famoso. Por isso, estamos tão focados em construir um excelente produto. Cada aspecto do nosso design é baseado em performance. O Mercado não se acomodará com menos.

RN: Existe a possibilidade da produção ser na Ásia em larga escala? Ou de existir um modelo mais acessível com a mesma inovação e design?

 NM: Desculpe, não posso responder questões sobre o processo de manufatura. Posso dizer que nosso quadro é verdadeiramente um monocoque (tipo de estrutura que suporta cargas através de sua superfície externa) e é construído em uma peça única (o que aumenta a rigidez, já que não tem emendas). Além disso, todos os nossos modelos estão sendo testados na União Europeia para garantir força e rigidez. Nós publicaremos os dados quando começarmos a vender as bicicletas. Nós estamos em vias de publicar as informações do túnel de vento, comparando os dados da nossa bicicleta com os dos principais líderes de mercados. Ainda não divulgamos os preços ainda.

RN: Como se dará a política de vendas e distribuição?

 NM: Nós ainda estamos definindo isso. Nós venderemos as bicicletas diretamente. Recebemos questionamentos sobre “pré-venda”, mas ainda não estamos aceitando ainda. Também formaremos parcerias com algumas lojas de bicicleta top ao redor do mundo para poder atender aos clientes Ventum.

RN: Finalmente, parabéns pela iniciativa! E quando veremos um atleta brasileiro em ação com uma Ventum ?!

 NM: Obrigado pelas perguntas e pela oportunidade para falar com o público brasileiro. Nós ainda não anunciamos nenhum atleta novo, mas vocês podem esperar por novos nomes este ano. Nesse meio tempo, desejamos tudo de bom para nossos amigos no Brasil e para quem for participar dos Campeonatos Latino Americano  no Ironman Florianópolis, dia 31 de maio.

Seguem as perguntas e respostas para quem souber falar inglês:

1) How and where did the idea of ​​creating Ventum?
2) What by experience in bike (manufacturing and even as an athlete) of the brand’s creators?

(combined answer to questions 1 and 2)

Co-founders, James (Jimmy) Seear and Peter Seear head up engineering and technical design of Ventum. Jimmy is an Australian Professional Triathlete and Former World Under 23 Number-1 while Peter is a seasoned businessman and mechanical engineer with world records lined up to his creations. Peter and Jimmy experimented with bike design and construction for years. It began as a hobby, but once they started to gain some momentum with the design and see many opportunities to save time and drag, they took it more seriously. We also enlisted the help of aerodynamic and structural engineering experts. After a lengthy design process and then hand laying some prototype frames in Australia we went to the wind tunnel. We knew we were onto something great when we saw the results.

3) Hotta, Lotus, Slingshot, Cheeta and even Pinarello (tour de france 1996) are brands that have historically bold design and efficiency (no downtube) in both cycling and triathlon. You really had the inspiration around and fled bureaucrats UCI?


We dedicated ourselves to building the world’s fastest triathlon bike, and we knew that if we could do that, then we would have a market among those who race in non-draft-legal events. Those events are typically not governed by UCI, so there was no need to limit ourselves to UCI-legal designs.

So, we started by reviewing all kinds of previous bike designs, including those that you mentioned. We sketched many ideas down and then we would discuss what worked and what didn’t — from an aerodynamic stand point as well as the structural side — a great bike has to be both fast and rigid. Once we started to get a general direction we continued to design the frame on CAD. We conducted CFD (computational fluid dynamics) and FEA (Finite Element Analysis) on the design to further refine the initial frame design. Finally, after all the simulations, we arrived at a design we were happy with, and we hand built the first prototype. It was then tested structurally with Strain Gauges until failure to show the weak points of the frame. It’s difficult to build something by hand, only to turnaround and break it on purpose, but it’s an important part of the process. Using the data from the structural testing, we tweaked the design further and then built another prototype. This frame was put through some road riding to get a feel for how the bike handled. It was also tested in the Wind Tunnel and gave us some great numbers.

4) Having in mind an idea and a project, what is the hardest part of the overall design of Ventum?

The most difficult part is balancing our desire to get to market with our desire to build the best bike possible. On one side, we have had huge interest in the bike, from pro’s and age-groupers alike. People are asking us when can we ride a Ventum One? When will it be in stores? Can I pre-order the bike now? Naturally, we want to say “yes” and start selling bikes. At the same time, we are committed to building the best bike imaginable. And there is always some little adjustment you can make, or way that you can improve the bike slightly.

5) Ventum will stop only on one model or there is a possibility of more models of paintings, including Road?

Great question. This is our first bike; we are already planning to build and sell more bikes in the years ahead. Before we can do that, we have to deliver a phenomenal first bike. We have made many bold claims, and we will deliver on all of them. Then, once we have established a reputation for excellence, we can build on that with future models. After all, there is a reason it is called the Ventum “ONE”!

6) Hiring big names from the world scene, you really caught the attention of the market in recent months. How do you see the marketing in triathlon today, and what remains?

Our professional triathletes are involved in marketing, but that’s only part of their job. They also test the Ventum One and provide feedback to the design team and engineers. The feedback from our athletes has already inspired numerous improvements to our bike design. By the time a regular customer buys one of our bikes later this year, they will be buying a bike that has already been tested by world champions and proven on some of the toughest courses around the world.

More generally speaking, we recognize that our market is extremely knowledgeable about the industry and all of the products available to them. The triathlon community is too smart to buy a product simply because it looks cool, or it is used by someone famous. That’s why we are focused so intently on building a great product. Every aspect of our design is based on performance. The market won’t settle for less.

Sorry, I can’t answer questions about our manufacturing processes. I can say that our frame is a true monocoque frame and that it is constructed as one piece. Furthermore, all of our models are being EU tested to ensure strength and rigidity. We will publish that data when we start selling bikes. We are also in the process of publishing wind tunnel data comparing our bike to some of the current market leaders. We have not announced any pricing yet.

7) How will the sales and distribution policy?

We’re still figuring that out. We will sell bikes directly. We’ve had questions about pre-orders, but we’re not accepting any just yet. We will also partner with some of the top bike stores around the world that cater to the Ventum customer.

8) Finally, congratulations for the initiative, and when we see Brazil as a ventum athlete in action with the bike!

Thanks for the great questions and the opportunity to speak to your audience in Brazil. We haven’t announced any new athlete signings yet, but you can expect to see more this year. In the meantime, we wish all the best to our friends in Brazil, and to those racing in Florianopolis on May 31 at the IRONMAN Latin American Championship.