O que será do Ironman nos próximos anos?

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Por Alexandre Dourado

Sei que estou um bom tempo sem escrever no Blog, mas ontem eu li uma notícia que no mínimo é estranha… A marca Ironman foi vendida para um grupo chinês por 650 milhoes de dolares.
Acredito que muitos assim como eu, ficaram com uma interrogação na cabeça (?), sem entender o que seria daqui pra frente com o evento Ironman… afinal isso foi bom ou ruim para os atletas?
Quais as consequencias imediatas dessa venda?

Na minha humilde opinião (gostaria de ler outras opiniões dos leitores desse blog), pensando de forma mais racional possível (confesso que sou meio pessimista, mas também com o momento em que o Brasil vive!!!)… listei 3 possíveis ações na qual novo grupo chinês (famintos por lucro) deverão adotar para correr atrás do investimento feito (minhas especulações);

– Aumento nos preços das provas : Apesar das reclamações, as inscrições para ironman continuam esgotando em menos de 48 horas, então a procura continua sendo maior que a oferta, ou seja, pela lei do mercado, o preço deverá subir consideravelmente…
– Aumento na quantidade de provas : Acredito que essa ação será boa para o crescimento do esporte, mas em contra partida, acredito que a qualidade deva ser afetada. Para quem ja fez 70.3 nos USA (país com maior número de provas), sabe que alguns eventos possuem organização e estrutura bem inferiores ao do Brasil…
– Aumento na quantidade de inscritos : Para quem visa lucro, quanto mais melhor. Logicamente, a questão qualidade deverá cair… (Problemas com vacuo, desorganização, falta de hidratação, etc)

** Obs : Com o aumento no número de provas, acredito que deverão aumentar o número inscrições para mundiais… Imaginem 5000 competidores largando em Kona, largada escalonda pela faixa etária!? Seria possível? Eu acredito que sim!

Eurobike 2015

Por Henrique Ebert

Está rolando agora em Friedrichshafen na Alemanha a Eurobike, a uma das maiores feiras de ciclismo no mundo!

Tudo quanto é novidade está lá:
As roldanas de câmbio avantajadas da ceramic speed que o @hailesincero já publicou (de acordo com a marca, além do material reduzir o atrito, o tamanho das roldanas permite que a corrente torça menos, promovendo a economia de energia). As correntes da marca com cera especial que reduzem o atrito também estavam por lá.

CeramicSpeed Roldanas

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TRI > Ironman

Metonímia: figura de linguagem baseada no uso de um nome no lugar de outro. Isso acontece quando uma marca é tão forte que acaba virando o nome de todos os outros produtos. Gillette e Cotonete são exemplos disso. Quer outro (calma, não é aula de português)? Ironman (agora Ailonmein?)!

MDOT

Por Henrique Soares Ebert

O Ribeiro conta uma história de um cara que chegou em uma assessoria aqui de Brasília dizendo que queria fazer Ironman. O Ribeiro retrucou, dizendo: “fazer triathlon, é o que você quer fazer, não?”. A resposta foi simples: “Não. Quero ser Ironman.”

A história é real! Para mim, até um pouco triste.

Eu apoio a todos que se inscrevem e se preparam para um Ironman na vida e pronto. Terminam a prova, tatuam o MDOT e depois nunca mais pegam na bicicleta, desaprendem a nadar e pronto. Acho que é uma experiência transformadora e que você vai relembrar para a vida inteira.

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Tetrathlon #3

mecanicoPor Henrique Ebert

O tempo continua a passar muito rápido (só não mais rápido do que a velocidade que gasto meu salário) e chegou mais uma quarta feira. Isso não significa nada além de que falarei algumas besteiras que não são tão inúteis assim.

O ano era 2007. Rio de Janeiro o local. A prova: Long Distance da CIA de Eventos, disputada com natação na boca da Baía da Guanabara, ciclismo no já extinto elevado e corrida no aterro. Continuar lendo

Conforto

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Por: Fernando “Flecha”

A maioria dos atletas nunca encontrou seus limites físicos e na verdade a maioria nunca chegará perto de ler e entender a palavra limite. A maioria não tem interesse em sair da sua zona de conforto. Na verdade, a maioria vai no máximo realizar algo levemente desconfortável. Se ouvir qualquer conversa ao redor de uma mesa na hora do almoço, ou aquela ladainha diária pós treino de natação, o assunto quase sempre vai girar em torno de “como o vento está forte”, “nossa como Brasília está seca”, “ o treino era para ser fácil e o Long estragou tudo”, “ dormi muito pouco a noite passada”.

A maioria não tem desejo e nem interesse em fazer o que alguns atletas chamam de “diversão”. Na verdade, até consigo entender como sou repudiado por querer explorar os limites da resistência e a tolerância à dor no meu corpo. Mas para aqueles viciados e curiosos à exploração dos limites humanos, é apenas “o que fazemos”. Tenho certeza que alguns de nós não paramos para pensar por que fazemos e participamos desses eventos longos e muitas vezes dolorosos.

Em uma sociedade onde as crianças são blindadas como se estivessem envoltas em algodão egípcio, onde elas são desencorajadas de qualquer tipo de risco, onde eles são postas de castigo por andar descalça, faz com que um simples derrota no videogame no level easy seja uma tragédia.

Na maioria dos casos, perder para uma pessoa que está mais preparada em aguentar maior desconforto ou dor, dependendo de qual ângulo você olhar é algo muito positivo. A capacidade de lutar por aquilo que você quer pode ser treinado. Todos os dias os atletas acordam e , ele ou ela, se depara com a oportunidade de treinar esse talento. Ele é um talento, que é construído camada por camada (quase como um bolo de rolo). Todos os dias o atleta pula da cama quente e joga as cobertas para sair e trabalhar em seus sonhos, levando-lhe um passo mais perto do bendito.

Sair de uma cama quente e ir treinar com seus companheiros não é dor, é apenas desconforto. Na verdade, é mais um ato de reafirmar suas metas. Cada série de marcha pesada, a cada rampa feita, a cada longão concluído, têm muitas vezes a oportunidade de nos mostrar onde é o limite. Mas não se deixe enganar, este não é o limite. Este é o lugar onde a sua válvula de segurança permite que você chegue antes de dizer “isso é suficiente, não mais do que isso se não posso me machucar, posso ficar descabelado, posso ficar com o tênis sujo”.

Esta válvula está lá para te “salvar”. Os atletas de elite sabem que esse não é o limite. O verdadeiro limite é no mínimo 20% mais longe. Obviamente não é lógico chegar no limite a qualquer hora, em qualquer treino, mas é um conhecimento muito valioso (quando se está na planilha, de um treinador ligeiramente estudado) saber que onde você chegar no treino é apenas para prepará-lo para ir mais longe no dia da prova.

Muitos de nós colidimos com nossas barreiras e achamos que isso é o máximo que podemos ir. Essa barreira está lá para te manter confortável e medíocre. Os vencedores vão até essa barreira e bicam ela como o Van Damme bica os vilões no final do filme. Se você tem grandes metas, pode apostar, que esses objetivos se encontram do outro lado da sua barreira invisível. Para abrir a porta do paraíso, você tem que estar em forma, você tem que estar saudável, tanto física como mentalmente.

Se você não estiver fisicamente e mentalmente saudável, você vai ter mais dificuldade de encontrar e ultrapassar seus limites do que a seleção Brasileira vai ter de ganhar a Copa do Mundo. Por isso o descanso é tão fundamental no treinamento (e onde quase todos pecam). Se você quiser cruzar a barreira para redefinir a palavra limite, brincar de treinar e contar isso no facebook não vai te ajudar.

Fonte: http://www.aptriathlon.com/

Luz Amarela

Luz amarela

Por Henrique Soares Ebert

Os Resultados dos triatletas brasileiros no Pan de Toronto acenderam a luz amarela no nosso esporte. Conforme o Rômulo Nogueira bem lembrou no blog dele, essa foi a primeira vez que saímos deste evento sem medalhas desde que o triathlon foi inserido no programa Panamericano em 1996 (quando o Leandro Macedo foi ouro em Mar del Plata).

A expectativa por resultados mais expressivos no Pan no ano que antecede aos jogos olímpicos que serão realizados no Rio é natural. Ainda mais se levarmos em consideração o volume de dinheiro que a CBTRi recebeu (e gastou) nos últimos anos.  O evento teste no começo de agosto reforçou o recado: precisamos mudar nossa mentalidade para voltarmos a ser uma força no esporte (olha como éramos fortes em 1996).

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