Impensável Impossível POSSÍVEL

Eliud Kipchoge fechando os 42km em 02:00:25 – cred: Nike

Por Henrique Soares Ebert

Há uns anos pensar em percorrer 42k em 2 horas era um feito que ninguém nem pensava em realizar.

Conforme as metodologias de treinamento, nutrição e medicina esportiva evoluiram, bem como a tecnologia dos materiais esportivos, os tempos começaram a cair ao ponto de conceberem a marca das 2 horas como impossível.


Em dezembro de 2016 a Nike divulgou seu projeto Breaking2 para quebrar esse paradigma ainda em 2017. Para isso, convocou seus melhores corredores, treinadores e pesquisadores.

Depois de muita expectativa. Um tênis polêmico em sua concepção foi criado e um ensaio foi marcado. Dia 06 de maio foi realizada a primeira tentativa.

Chegaram perto – 2:00:25. Que feito!!!

No entanto, e como sempre, existem algumas críticas. Meu amigo é colega de blog, o treinador de corrida Fernando Flecha me mostrou que muita gente questionou a façanha. O tênis, dessa vez, nem foi o principal ponto atacado, mas a presença do carro madrinha.

Tesla model S no Nike Breaking2

Relógio no teto do carro aumenta a zona de menor resistência do ar.

As críticas se concentram  no fato  de os corredores estarem muito  próximos ao carro e como a resistência do ar era reduzida por isso, ainda mais com aquele relógio em cima.

Acredito que sim, o carro e ajudou. Ainda mais se levarmos em consideração a área frontal de um corredor e sua potência. A mais de 20km//h qualquer ajuda é bem vinda.

Bem, meu ponto de vista é: foi um feito do cacete!  Foi um ensaio e nos mostrou que sim, é possível correr abaixo das duas horas. 

Mais do que tênis, raios laser demarcando a posição dos corredores atrás do carro, relógios no teto de carros muiiito próximos, o material humano fez a diferença (corredores, pesquisadores, treinadores), com destaque para o Eliud Kipchoge, que se preparou para a tentativa e deu tudo o que tinha naquele momento. 

Não foi um recorde oficial – a melhor marca em maratonas homologadas é de outro queniano: Dennis Kimetto que em 2014 marcou 2 horas, 2 minutos e 57 segundos.

Que esse projeto e a determinação dos atletas nos inspirem a quebrar nossas barreiras mentais e, consequentemente, nossos recordes pessoais – sejam eles tempo, distância ou começar/voltar a treinar.

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