Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau – Número 0

choro

Sem choro, por favor! 🙂

Sei que o blog não tem essa quantidade de acessos, mas o apoio que tive no Diário de Um Homem de Ferro Cara de Pau ano passado foi muito bacana. Foi por conta deste apoio que resolvi começar um segundo diário, no que eu traria novamente um pouco da minha rotina (treino e vida paralela). Foram dois post apenas: um com o primeiro dia e outro do segundo ao nono!!

Do último post até este já passou 1 mês e 16 dias. Mais ou menos ali no meio desse período foi quando eu resolvi desistir de competir novamente na Big Island. Não que isso importe para muita gente (heheheh), mas acho que devia uma explicação para quem me acompanhou.

Antes de qualquer coisa, quero agradecer aos meus amigos, ao meu treinador Henrique Siqueira, à minha nutricionista Dianta Martincowski, à academia Unique Family Fitness, à BSB Tri Bikes, à Guga Studio de Revisões e, claro, à minha família.

Mas o motivo desse post é nobre. Já que eu não irei, venho pedir encarecidamente que apoiem as esquadras brasileiras que irão para o mundiais este ano (ITU, 70.3, Ironman e Xterra).

Vi diversos posts no Facebook de gente pedindo ajuda para ir para Hawaii, Áustria e Chicago. Quem puder ajudar, ajude, seja comprando uma rifa, dando um troco para a vaquinha (ou crowdfunding depois de ser atingida pelo raio gourmetizador).

Esses campeonatos mundiais trazem muita bagagem boa para os atletas e indiretamente ajudam a desenvolver o nosso esporte no nosso país.

Então, por favor, ajudem os triatletas brasileiros!

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Diário de um home de ferro cara de pau dias 2, 3, 4, 5, 7, 8 e 9!

 

Deculpem o atraso

Caramba, estou mais sem tempo para escrever aqui até mesmo do que para treinar!

Vou resumir resumidamente meus treinos do dia 10 de junho até hoje.

Dia 2:

Corrida, quarta feira dia 10. Eram só 45´, sendo vinte moderados, mais vinte moderados/forte com cinco solto. Pronto, só isso. Dia 10 é um marco, pois a partir dele faltam menos de 4 meses para a minha prova em Kona.

Ainda preciso resolver muitas coisas daqui até lá, mas acho que vai dar certo.

Dia 3:

BIke e Turbo

Era OFF. Mas ainda fiz 45 minutos de turbo (bike parada só com a roda traseira rodando…). Tinha acabado de adquirir com o Harysson Gomes, da BsB Tri Bike e queria testar logo meu brinquedo novo.

Dia 4:

Brinquei novamente no turbo, dessa vez por 1 hora. Aproveite para treinar minha técnica de pedaladas tal como meu amigo/ciclista/professor de educação física/gregário Leo Michelstadter vem falando comigo há um tempo e escreveu no instagram dele.

Na hora do almoço fiz meu treino de verdade: corrida, vinte minutos de aquecimento com tiros com intensidade aumentando de moderado a muito forte e distâncias reduzindo de 1 milha para 200metros.

Esse treino foi muito bom. Estava correndo forte e encaixado. Como estava correndo na esteira na Unique, coloquei inclinação de 1%, para simular melhor a corrida na rua.

O Henrique Siqueira (meu treinador) havia me pedido para não ficar completamente parado no mês que seguiu o nascimento da minha filha. O esforço compensou. A volta vem sendo menos traumática do que imaginei.

Dia 5.

Off. Estava de mudança de volta para casa.

Dia 6.

Foram 90 minutos de turbo na minha Pain Cave. Doeu. Passei calor (e Brasília está com um clima agradável). Achei que estava incomodando por conta do barulho e minha mulher disse que minha filha estava gostando do ruído que o turbo estava fazendo hehehehe

Dia 7

Off. Tinha de nadar, mas não tive tempo. Minha rotina ainda está voltando de volta ao normal.

Dia 8.

Doação de sangue

Pedal. Foi bom.

O ciclismo foi a modalidade mais negligenciada nesse último mês. A razão disso: vendi minhas bicicletas. Tinha duas e as duas estavam à venda há um tempo, eu venderia uma e ficaria com a outra. Mas, por uma dessas coincidências que o universo nos arruma, acabei vendendo as duas no mesmo dia, praticamente na mesma hora.

Passei dias procurando bicicletas no Facebook, OLX, Mercado Livre. Só faltou eu ir na feira do rolo (NUNCA VÁ A UMA FEIRA DESSAS – VOCÊ ESTARÁ FINANCIANDO O CRIME).

Voltando ao treino…

Foram três séries com marcha pesada, competição e leve. Penei para acompanhar o ritmo do pelotão. Penei, mas consegui. E isso é bom. Voltei, mas não foi do zero.

Após o treino, depois de ter me alimentado e hidratado muito bem (da mesma forma que fiz no dia anterior) fui doar sangue.

Dia 9.

Pearl Izumi Corrida

Treino de subidas de corrida. Foi duro, pois ontem doei sangue. O ritmo dos tiros foi bom, sempre abaixo dos 4 por quilometro, tendo em vista que a esteira estava com 4,5% de inclinação.

Amanhã volto para cima da bike para fazer treinos de subida e sexta volto a nadar. O caminho para Kona será duro (vislumbro), mas nunca vi nada que valesse a pena ser fácil. Então, VAMO QUE VAMO!

Conto com o apoio:

HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTICOWSKI NUTRICIONISTA

unique

 

Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau – O Retorno. Dia #1

I´m back

Voltei…

• …com o diário, afinal tenho um Ironman em outubro. Mais precisamente dia 10 de outubro. Quem acompanhou o primeiro sabe para onde irei. Quem não acompanhou clique aqui.

• … a treinar. Fiquei parado quase que completamente desde o dia 1º de maio. De lá para cá treinei nas horas que conseguia. No worries, só felicidade. O motivo é que agora sou papai. Assim, meu desafio agora é ainda maior: além de ter de conciliar trabalho, treino e vida de casado, agora terei uma princesinha para cuidar.

 

Ao diário.

Pior que começar é voltar. Digo isso já há algum tempo. O corpo está num estágio, mas a cabeça acha que ainda está forte. Por isso, tenho que tomar bastante cuidado nesse retorno. Fiz apenas um dos treinos do dia. Era para pedalar e correr. Como estava há um mês (e 8 dias, mas quem está contando) sem subir na bike, preferi começar por esta modalidade. Nesse período sabático, ainda dei umas corridinhas e umas braçadas, mas nada com muito vigor – a falta de horas de sono não deixavam que o corpo saísse do modo de segurança.

O treino foi feito no Parque da Cidade. Comecei 12:15, peguei pouco transito, pouco vento e muito sol. A temperatura, entretanto, estava amena (outono). O treino consistia de uma volta de aquecimento, outra de educativos, uma terceira toda em marcha pesada, alguns tiros de marcha leve e um giro solto.

O Retorno

Esse foi o resumo da bagaça. Foi pouco, mas tenhamos calma. Esse é só o inicio. É bom estar de volta!

 

Conto com o apoio:

HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTICOWSKI NUTRICIONISTA

unique

<3<3<3 <3ATHLON – Resultado da promoção

BSBR Triatlo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como prometido ontem, hoje é o dia de anunciar o ganhador ou ganhadora da promoção!

Quem não ganhou hoje, não desanime. Faremos em breve novas promoções.

Lembrando que a promoção era para comemorar o encerramento do Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau e celebrar meu resultado no Ironman Fortaleza.

Eu ia escrever um texto aqui sobre o que é ser triatleta amador, sobre Ironman e tudo mais. Só que um dos participantes da promoção, o Chrystian de Arruda Silva, de Caruaru, se adiantou e fez melhor do que eu faria. Então, reproduzo aqui o texto que ele nos enviou por email.

Objetivo de estar no Ironman Brasil : Ser o  SUPER HEROI do meu filho, Marcos Vinicius.
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Ironman Fortaleza – Race Report

Henrique Ebert Ironman Fortaleza

Valeu pela foto pessoal da trisport magazine

O diário acabou, mas eu devo um Race Report a todos que enchi o saco nos últimos dois meses.

Competir em Fortaleza foi quase competir em casa. Digo isso pois morei na Terrinha em boa parte da minha infância. Não voltei muitas vezes para lá desde que voltei para Brasília, mas, as lembranças daquela cidade ainda estavam na minha memória.

Logo no início do pedal (ali por volta do 8km) passamos perto do parque do Cocó, que é bem perto de onde eu morava. Na hora lembrei de meu pai me levando para correr com ele. Os nomes nas placas na CE-040 eram das praias que meus pais nos levavam nos passeios de bugue nos finais de semana, Morro Branco, Prainha, Barro Preto, Aquiraz… A corrida, que passava por Iracema e Beira Mar, também trouxe boas lembranças. Espere, tem um porquê de eu estar falando isso.

Natação

Sabia que estava bem treinado para essa modalidade. Afinal, muitas vezes treinei (sofri) com o Henrique Siqueira. Então, estava tranquilo. Larguei bem e evitei contatos. Quando vi estava no primeiro grupo e pensei, essa natação vai ser fá… No meio do pensamento veio uma onda muito grande. Logo vi que não era o que pensava. O mar estava muito grande. Foi difícil de navegar. Como estava em uma esteira, por lá fiquei. Quase como um carrapato.

Da primeira para a segunda boia (da escuna para a boia) continuei com a dificuldade para me encontrar. Tentei mirar em duas torres (que durante a natação apelidei de Torres Gêmeas) para me ajudar a orientar. Ajudou, mas não muito. As ondas estavam ocupando todo meu campo de visão. A vantagem é que peguei muito jacaré.

Na última perna, as ondas nos levaram muito para a direita, em direção as pedras. Nem vi para quanto nadei, nem sabia como estava na prova. Só sei que ao final deu 57:32! Muito bom!!!

T1 3’04’’

Ciclismo.

Comecei com muito cuidado para não cair. Tinham muitas curvas fechadas com areia nelas. Adotei uma estratégia bem conservadora na bike para ter energia para correr.

Vinha no meu ritmo. Sempre que alguém passava por fingia que nem tava vendo, para não entrar na fissura de querer ir no ritmo dele/dela. Não sair como um cachorro atrás da roda do carro foi um dos meus acertos.

Não sei o que aconteceu, mas, incrivelmente, pedalei melhor do que em qualquer treino. Além disso, me senti muito confortável na posição aero. Saí dela pouquíssimas vezes, geralmente nos postos de hidratação – a cada 10km. Em um dos momentos mais difíceis do pedal olhei para o lado e vi as dunas (dava para vê-las em alguns pontos) e as lembranças dos passeios de bugue de que falei no início do treino me distraíram da dor que sentia naquele momento (não lembro direito que quilometro era, mas era na segunda volta. Estava com uma dor no pé esquerdo). Pouco tempo depois a dor cessou e voltei a me concentrar no que devia: fazer força!

Não sei se a propaganda foi maior do que o ofertado ou se minha preparação mental foi muito bem feita. Só sei que o vento (apesar de forte) não foi tão forte quanto esperava. O mesmo digo para o calor. Se bem que na bike a camisa (Orca tri top 226 com manga) que usei tenha me ajudado.

O final do ciclismo, já dentro de Fortaleza foi um pouco estressante. Muitos engarrafamentos e com o pessoal bem estressado. Na abolição tive de gritar algumas vezes para não atropelar ninguém.

Tinha uma quantidade razoável de gente assistindo a prova no meio do percurso da bike. Muito bacana.

Tempo de ciclismo? 5:13:00!! Sete minutos melhor do que planejei. Ótimo!

T2 3’41’’

Corrida

Essa foi a parte mais dura da prova. O vento me atrapalhou mais aqui do que em qualquer parte do ciclismo. Aqui também senti muito calor. Mas, ainda assim, nada do que imaginava. Eram 3 voltas de 14 km, cada uma era basicamente uma ida e volta. A ida com vento contra e a volta com ele a favor.

Boa parte da ida era um falso plano subindo, ou seja, não dava para imprimir um ritmo mais forte. Na volta, como você já tinha forçado na ida, não tinha toda essa energia para forçar, fora que o calor ficava maior.

Pra mim, essa parte da prova tinha duas partes críticas: o espigão e o Marina Park. O Espigão te “tirava” do percurso – você ia e na volta tinha que fazer o espigão. Além disso, era um local mais estreito, com uns bancos no meio. Na primeira volta não tinha muita gente e isso não foi um problema. Nas outras duas, com mais gente correndo, atrapalhou um pouco. Já o Marina Park era crítico por conta do piso, de paralelepípedo.

Corri bem e o tempo inteiro. Logo no início da corrida encontrei com a Pri (minha mulher). Ela me disse que eu estava bem na prova e isso me deu um bom ânimo. Segurei bem o passo no início da corrida para poder forçar depois. Vinha dando certo, até o retorno na peixaria (na última volta), hora que minhas bolhas estouraram. Aí ficou difícil. Essa dor não passou. Ela ficou comigo até o fim (na verdade até agora). No final da beira mar, lembrei de uma vez que meus pais me levaram para andar de bicicleta por lá (não lembro direito, mas acho era difícil eles fazerem isso), o que me deu mais um gás para o final.

Ainda passei por dois apertos nessa parte da prova. Em uma curva acertei o alambrado com o Garmin, que soltou do pulso (isso foi ruim, pois perdi minha referência). Logo depois disso, acertei o pé do alambrado ao tentar fugir dos paralelepípedos. A Rayana Lima me gritou na hora e eu quase a xinguei, tadinha. Me deu força o tempo inteiro. Ela, o Dênis Martins, a Lana, o José Roberto Brasil (grande amigo e atleta, agora com assessoria em Fortaleza). Na verdade a torcida por mim estava grande. Muito obrigado a todos! Dava para sentir toda a energia.

Tempo da maratona? 3:37:32. Foram sete minutos a mais do que planejei, só que as dores não me permitiram fazer mais força. Mas quer saber? Não me importo! Me diverti! Dei o meu melhor. Vibrei. Chorei e ri. Acabei com os monstros da minha cabeça. Voltei a ser um IRONMAN! Tudo isso em um lugar muito especial para mim.

Os treinos e a estratégia de prova que o Henrique Siqueira traçou para mim funcionaram, assim como o plano nutricional elaborado pela Diana Martincowski. Essa prova foram vocês que fizeram!

Resultado do dia: 32º geral, 3º na categoria 25-29 e vaga para Kona!!!! Uhuuuuuuu Caramba!!!

Muito obrigado a todos! De verdade!

A todos que fizeram a prova de domingo, meus parabéns!  Em especial para o Fernado Carvalho que foi um guerreiro- mesmo caindo no início da prova e tendo um pneu furado ele terminou bem a prova. Ao Bruno Santos e o Fábio Morais, que mandaram super bem no primeiro Ironman. Ao Tatá, e ao Elano que conseguiram a vaga para o Hawaii. Ao Gustavo Fleury que voou na bike e na corrida, conseguindo a segunda colocação no geral amador e 14º geral

Agora deixa eu voltar para o trabalho que vou ter uma viagem cara para fazer ano que vem heheheheheh

Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau – #57 e #58

febre

Arriégua! Já é a reta final!

Essa semana final para o Ironman é uma correria. Coloca a bike para arrumar, pede um case emprestado, sai para comprar gel (e volta cheio de compras feitas, mas sem o gel).

É um pouco estressante (ainda tem o trabalho que está pegando). Para mim, que sou muito ansioso, tenho um problema a mais: febre. É impressionante como tenho febre/fico febril na semana do Ironman. Geralmente ela é na quarta (como ontem). Em maio foi no domingo da prova mesmo, o que me fez abandonar o Ironman Floripa (além do enjoo).

Já estou recuperado. Hoje de manhã corri meia hora, já que ontem não fiz nada. Não forcei. Não forcei mesmo. Era só para mandar o corpo sair do repouso.

Daqui a pouco vou para o aeroporto, chego a Fortaleza a noite. Amanhã já estarei 100%. Estou sonhando com calor e umidade fortalezenses =)

Quem quiser me acompanhar anote aí meu número: 1040!

 

 

Conto com apoio

unique

HSS – HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTINCOWSKY NUTRICIONISTA

Diário de um Homem de Ferro Cara de Pai – #55 e #56

sorte

Dia 55 Foi off. Causas extraordinárias. Engraçado como sempre é na segunda…

Dia 56

Hoje eu tive sorte. Na verdade sempre tenho (apesar do meu infame apelido – Uruca). Mas hoje ela se manifestou.

Coloquei a bike para revisão no sábado, com o Guga, na BSB TRI BIKE. Eu acho que ele disse segunda e ele acha que disse terça. Então, quando cheguei ontem na oficina, a bichinha não estava pronta… O Fernando 449 furou a fila heheheheheh 😛

Assim, hoje de manhã fui pedalar na Watt Bike, na Unique. A cada dois minutos eu olhava para fora e via uma bicicleta passando. Tinha inveja, confesso.

Mas aí, Dom Pedro mandou um toró do tamanho dum bonde (tamanho do bonde é velha), toró que depois virou um dilúvio. Quando chegou giro eu ri…

O pedal de hoje não foi pesado não, mas também não foi um giro leve. Teve o aquecimento, cerca de 40 minutos, e uma série que tinha marcha pesada, giro, marcha competição, giro, marcha competição mais forte e mais giro. Fiz bem. A segunda série mais forte que a primeira. Mas nada para morte. Afinal tenho que economizar energia para domingo.

A natação foi rápida. Só 2.500m. Foi bom! Terminei bem e vim correndo para o trabalho almoçar. A fome bateu…

Conto com apoio

unique

HSS – HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTINCOWSKY NUTRICIONISTA