Ben Hur

BIGA Romana

BIGA Romana

BIGA Romana

Por Henrique Soares Ebert

Depois da paternidade, fico sempre pensando em como levar minha filha para correr comigo.

O carrinho dela é bom para passear, mas não para correr.

Existem os B.O.B.s, que têm rodas maiores e foram feitos para levar os pequenos para uma corridinha. Mas nunca gostei de ter que correr empurrando a alça do carrinho.

kidRunner

kidRunner

Hoje vi o que pode ser a solução dos meus problemas, o kidRunner. É um carrinho, no estilo de biga romana: duas rodas grandes e um cesto no meio. No lugar do cavalo tem um burro me teria puxando minha pequena.

kidRunner

kidRunner

O problema é o preço, US$950,00. Para os early birds, há uma oferta: US$750,00. Para os apressados (early birds), os carrinhos começarão a ser despachados assim que a empresa receber pelo menos 300 pedidos.

Como o natal está chegando e o país em crise (pelo menos eu estou), eu aceito que o Papai Noel me dê um desses no lugar da minha P5 eletrônica, com par de 808.

Quem tiver interesse, clique aqui.

Cube Aerium C68

CUBE C68 Frente

Por Henrique Ebert

Andreas Raelert, alemão detentor do recorde mundial em provas com distâncias de Ironman (ironicamente o recordo foi no Challenge Roth),acabou de mostrar através do site de seu time (Raelert Brothers – formado por ele, Andreas, e seu irmão, Michael) a sua nova bike para atacar os Lava Fields no próximo dia 10 na Big Island: a CUBE Aerium C68.

O pessoal da Cube se associou aos suíços da marca de rodas aerodinâmica Swiss Side para desenvolver sua nova bike. De acordo com eles, sua nova arma além do CFD (programa de computador que analisa a dinâmica dos fluídos) foi testada no túnel de vento. Nada de novo aqui, as principais marcas top fazem o mesmo.

A diferença (de acordo com eles) é que os aerodinamicistas da Swiss Side utilizaram técnicas de CFD vindas da F-1. Assim, o trabalho desenvolvido entregou ganhos aerodinâmicos significantes, já que foram otimizadas a posição de Andreas e os equipamentos que ele irá utilizar, como capacete, sapatilhas, roupas e a configuração das garrafas.

Cube Aerium C68

Cube Aerium C68

O chefe de engenharia da Cube diz que o quadro é rígido e leve e que transforma toda força da pedalada em velocidade.

Macca x Andreas Raelert

Macca x Andreas Raelert

Bem, achei a bicicleta bonita! Só que isso não me importa, assim como o discurso da Cube e da Swiss Side. Todas as marcas lançam a bicicleta mais leve, rígida, rápida do mercado. Sinceramente, algumas vezes é verdade, já que os engenheiros vão aproveitando o conhecimento que têm e estudam as soluções encontradas por outras marcas. Mas, no final das contas, o que realmente  interessa é se essa bike vai permitir ao Andreas a ser um fator na prova. Eu torço que sim! Em 2010 ele deu um calor para o Macca e conquistou o vice campeonato. Tomara que agora, com 39 anos, ele possa voltar a mostrar sua força.

P.s.: Achei muito parecida com a Canyon Speedmax do Frodeno.

Canyon Speedmax

Canyon Speedmax

Lembre-se de participar de nosso bolão

Eurobike 2015

Por Henrique Ebert

Está rolando agora em Friedrichshafen na Alemanha a Eurobike, a uma das maiores feiras de ciclismo no mundo!

Tudo quanto é novidade está lá:
As roldanas de câmbio avantajadas da ceramic speed que o @hailesincero já publicou (de acordo com a marca, além do material reduzir o atrito, o tamanho das roldanas permite que a corrente torça menos, promovendo a economia de energia). As correntes da marca com cera especial que reduzem o atrito também estavam por lá.

CeramicSpeed Roldanas

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Câmbio automático para bicicletas – Proshift

Por Henrique Ebert

proshift

Proshift

Assim que lançaram os câmbios eletrônicos pensei:  imagina quando lançarem câmbio automático. Tempos depois, voltei ao pensamento e vislumbrei que essa seria uma forma de manter o esforço constante (deixando o IF – índice de variabilidade – próximo do perfeito).

Bem, como tenho ideias para caramba e sou burro como uma porta, deixei a ideia de lado pois nunca conseguiria criar um negócio desses.

Pois bem, entraram na minha cabeça e “roubaram” a minha ideia.

Pro shift é o nome da bagaça. É uma “caixinha” que você mesmo pode instalar na sua bike com shimano DI2 (Dura Ace ou Ultegra). Você conecta aparato numa das portas da caixa de junção, carrega os dados (tamanho da roda, pneu, relação coroa/cassete, FTP, cor favorita, etc), determina os objetivos(cadência, marcha, potência) e pronto. Vá pedalar.

proshift bike mout

proshift bike mout

A buginganga  lhe permite manter o esforço constante e não fritar as pernas numa subida. Ela também vai auxiliar a manter o esforço na descida (quando se usa com um potenciômetro, um declive deixa de ser um refresco e passa a ser mais um momento em que se desce o martelo  –  e ganha-se tempo).

O pessoal da Lavamagazine.com já testou. Disseram que ele funciona a contento. O problema é o tamanho e o formato do aparelho. Quase uma caixa de Toddynho no meio dos aerobars ou no guidão – ou seja, nada aerodinâmico (imagino que se o negócio pegar seu tamanho diminuirá consideravelmente).

Caso o atleta esteja quebrado (ou se sentindo muito forte), este pode assumir o controle das mudanças de marcha.

Por enquanto só é compatível com Shimano.

Achei a ideia interessante, mas não sei se gostaria de ver seu uso em competições.Tenho que esperar um tempo para o tico e teco processarem essa informação. Mas, e vocês? O que acham?

Interessados, entrem no site da empresa (baroncontrols.com). Comprem e me passem suas impressões. Custa “só” US$999,00.

VENTUM ONE PROJECT

Ventum Logo

Ventum Logo

Há dois meses publicamos um post sobre a Ventum ONE. Pouco se sabia sobre a marca. Só sabíamos que se tratava de um projeto ousado e que a Leanda Cave seria uma das principais atletas do time.

O pouco que sabíamos era por conta das fotos e da publicação da Lava Magazine.

Ventum ONE

Ventum ONE

Bem! Como quem tem amigos tem tudo, o meu amigo e oráculo Rômulo Nogueira conseguiu com que o Neville Merha  respondesse à algumas perguntas sobre a marca e o projeto da Ventum ONE. E ficou muito legal!

As respostas dão uma noção da complexidade que é criar um projeto do zero e, principalmente, do comprometimento da equipe do projeto em criar um produto que realmente tenha qualidade e velocidade.

Quem estiver curioso sobre o projeto, curta o a página deles no Facebook.

Leanda Cave Ventum

Leanda Cave Ventum

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Ah! A estreia da bike em provas promete um futuro auspicioso, Leanda Cave venceu o Las Olas Tri 2015, em Fort Lauderdale.

Em nome de todos do BSBR, agradeço ao Rômulo pela ponte e ao Neville pela disponibilidade.

Então, vamos às perguntas e respostas.

RN: Rômulo Nogueira

NM:Neville Merha

RN: Como e de onde veio a ideia de criar a Ventum? Qual é a experiência com bicicletas (como fabricante ou mesmo como atletas) dos criadores da marca?

 NM: Os co-fundadores, James (Jimmy) Seear e Peter Seear lideram os departamentos de engenharia e design técnico da Ventum. O Jimmy é um Triatleta Profissional Australiano e ex número 1 do mundo Sub-23. Enquanto isso, Peter é homem de negócios experiente e um Engenheiro Mecânico com criações que conquistaram recordes mundiais. Por anos, os dois fizeram experiências com o design e construção de bicicletas.

Isso começou como um hobby, mas depois que pegaram o jeito com o design e perceberam várias oportunidades para ganhar tempo e reduzir o arrasto, aí eles começaram a levar isso mais a sério.

 Nós também solicitamos a ajuda de engenheiros especialistas em engenharia aerodinâmica e estrutural. Após um longo processo de design e de ter feito alguns protótipos a mão na Austrália, nós fomos para o túnel de vento. Nós sabíamos que estávamos a caminho de algo grandioso quando vimos os resultados.

RN: Hotta, Lotus, Slingshot,Cheeta e mesmo a Pinarello (no Tour France de 1996) são marcas que marcaram a história com design arrojado e eficiente (sem downtube) tanto no ciclismo quanto no triatlo. Vocês realmente estavam com a inspiração aflorada e fugiram dos burocratas da UCI?      

 NM: Nós nos dedicamos a fazer a bicicleta de triathlon mais rápida do mundo. Sabíamos que se pudéssemos fazer isso, então nós teríamos um mercado entre atletas que participam de competições em que o vácuo é proibido. Esses eventos geralmente não são regulamentados pela UCI, por isso, não era preciso nos restringir com as limitações de design da UCI.

Então, nós começamos por revisar todos os tipos design de bicicletas antigas (antes das proibições impostas pela UCI), incluindo aquelas que você mencionou. Nós rascunhamos várias ideias e então começamos a discutir o que funcionava e o que não funcionava – isso tanto no lado da aerodinâmica quanto no estrutural. Uma grande bicicleta tem que ser tanto rápida quanto rígida!

Logo que começamos a ter uma noção da direção a seguir, começamos a desenhar o quadro no CAD (software de design). Submetemos o projeto ao CFD (software que analisa a dinâmica de fluídos – ar é um fluído para quem faltou a aula de ciências) e FEA (software que prediz – com base nos dados informados – como que o projeto se comportará ao ser submetido a calor, vibração, stress e demais forças da física) para refinar o design inicial. Finalmente, depois de todas as simulações, chegamos a um design com o qual ficamos felizes, e começamos a construir o primeiro protótipo.

Após as simulações, começamos os testes com os medidores de tensão até as falhas começarem a aparecer nos pontos fracos do quadro. É difícil construir algo com suas mãos só para quebrá-lo de propósito. Mas isso é uma parte importante do processo. Com os dados dos testes estruturais em mãos, começamos a aprimorar o design e então construímos mais um protótipo. Esse quadro foi testado na estrada para saber como a bicicleta se comportava. Esse quadro também foi testado no túnel de vento e nos deu ótimos resultados.

RN: Tendo em mente uma ideia e um projeto, qual foi o maior desafio no design da Ventum?

 NM: A parte mais difícil foi balancear nosso desejo de chegar ao mercado com nosso desejo de fazer a melhor bicicleta possível. Por um lado, nos tivemos um enorme interesse na bicicleta, tanto de amadores como de Profissionais. As pessoas estão perguntando “quando poderemos andar numa Ventum”? “Quando vai chegar às lojas”? “Já posso fazer um pré-pedido agora”? Naturalmente, nós queremos dizer “sim” e começar a vender logo. Ao mesmo tempo, estamos compromissados em construir a melhor bicicleta possivelmente imaginável. Sempre existe um pequeno ajuste que você pode fazer, ou uma maneira de melhorar um pouquinho.

RN: A Ventum vai ficar com apenas um modelo ou há a possibilidade de existirem outros modelos, incluindo ROAD?

 NM: Ótima pergunta! Essa é nossa primeira bicicleta; já estamos planejando construir e vender mais bicicletas nos próximos anos. Antes de fazer isso, temos de entregar uma primeira bike fenomenal. Temos feito afirmações ousadas e nos iremos entregar cada uma delas! Então, assim que nos estabelecermos com uma excelente reputação, poderemos começar a nos dedicar a futuros modelos. Afinal de contas, tem uma razão de esta primeira bicicleta ser chamada de Ventum “ONE”!

RN: Ao contratar grandes nomes da cena mundial, vocês conseguiram conquistar a atenção do mercado nos últimos meses. Como vocês veem o marketing no triatlo atualmente, e o que persiste? (Leanda Cave, Alicia Kaye e Kyle Buckhingham)

Kyle Buckingham Ventum

Kyle Buckingham Ventum

 NM: Nossos atletas profissionais estão envolvidos no marketing, mas essa é apenas parte do trabalho. Eles também testam a Ventum ONE e fornecem feedback para os times de design e de engenharia. O retorno deles já inspirou inúmeras melhorias no design da bicicleta. Quando os primeiros consumidores comprarem nossas bicicletas no decorrer desse ano, eles irão adquirir um produto que já foi testado por campeões mundiais e posto à prova nos percursos mais difíceis ao redor do mundo.

A grosso modo, nós reconhecemos que nosso mercado é extremamente inteirado sobre a indústria e produtos disponíveis. A comunidade do triatlo é muito esperta para comprar produtos simplesmente porque parece ser legal ou porque é utilizado por alguém famoso. Por isso, estamos tão focados em construir um excelente produto. Cada aspecto do nosso design é baseado em performance. O Mercado não se acomodará com menos.

RN: Existe a possibilidade da produção ser na Ásia em larga escala? Ou de existir um modelo mais acessível com a mesma inovação e design?

 NM: Desculpe, não posso responder questões sobre o processo de manufatura. Posso dizer que nosso quadro é verdadeiramente um monocoque (tipo de estrutura que suporta cargas através de sua superfície externa) e é construído em uma peça única (o que aumenta a rigidez, já que não tem emendas). Além disso, todos os nossos modelos estão sendo testados na União Europeia para garantir força e rigidez. Nós publicaremos os dados quando começarmos a vender as bicicletas. Nós estamos em vias de publicar as informações do túnel de vento, comparando os dados da nossa bicicleta com os dos principais líderes de mercados. Ainda não divulgamos os preços ainda.

RN: Como se dará a política de vendas e distribuição?

 NM: Nós ainda estamos definindo isso. Nós venderemos as bicicletas diretamente. Recebemos questionamentos sobre “pré-venda”, mas ainda não estamos aceitando ainda. Também formaremos parcerias com algumas lojas de bicicleta top ao redor do mundo para poder atender aos clientes Ventum.

RN: Finalmente, parabéns pela iniciativa! E quando veremos um atleta brasileiro em ação com uma Ventum ?!

 NM: Obrigado pelas perguntas e pela oportunidade para falar com o público brasileiro. Nós ainda não anunciamos nenhum atleta novo, mas vocês podem esperar por novos nomes este ano. Nesse meio tempo, desejamos tudo de bom para nossos amigos no Brasil e para quem for participar dos Campeonatos Latino Americano  no Ironman Florianópolis, dia 31 de maio.

Seguem as perguntas e respostas para quem souber falar inglês:

1) How and where did the idea of ​​creating Ventum?
2) What by experience in bike (manufacturing and even as an athlete) of the brand’s creators?

(combined answer to questions 1 and 2)

Co-founders, James (Jimmy) Seear and Peter Seear head up engineering and technical design of Ventum. Jimmy is an Australian Professional Triathlete and Former World Under 23 Number-1 while Peter is a seasoned businessman and mechanical engineer with world records lined up to his creations. Peter and Jimmy experimented with bike design and construction for years. It began as a hobby, but once they started to gain some momentum with the design and see many opportunities to save time and drag, they took it more seriously. We also enlisted the help of aerodynamic and structural engineering experts. After a lengthy design process and then hand laying some prototype frames in Australia we went to the wind tunnel. We knew we were onto something great when we saw the results.

3) Hotta, Lotus, Slingshot, Cheeta and even Pinarello (tour de france 1996) are brands that have historically bold design and efficiency (no downtube) in both cycling and triathlon. You really had the inspiration around and fled bureaucrats UCI?


We dedicated ourselves to building the world’s fastest triathlon bike, and we knew that if we could do that, then we would have a market among those who race in non-draft-legal events. Those events are typically not governed by UCI, so there was no need to limit ourselves to UCI-legal designs.

So, we started by reviewing all kinds of previous bike designs, including those that you mentioned. We sketched many ideas down and then we would discuss what worked and what didn’t — from an aerodynamic stand point as well as the structural side — a great bike has to be both fast and rigid. Once we started to get a general direction we continued to design the frame on CAD. We conducted CFD (computational fluid dynamics) and FEA (Finite Element Analysis) on the design to further refine the initial frame design. Finally, after all the simulations, we arrived at a design we were happy with, and we hand built the first prototype. It was then tested structurally with Strain Gauges until failure to show the weak points of the frame. It’s difficult to build something by hand, only to turnaround and break it on purpose, but it’s an important part of the process. Using the data from the structural testing, we tweaked the design further and then built another prototype. This frame was put through some road riding to get a feel for how the bike handled. It was also tested in the Wind Tunnel and gave us some great numbers.

4) Having in mind an idea and a project, what is the hardest part of the overall design of Ventum?

The most difficult part is balancing our desire to get to market with our desire to build the best bike possible. On one side, we have had huge interest in the bike, from pro’s and age-groupers alike. People are asking us when can we ride a Ventum One? When will it be in stores? Can I pre-order the bike now? Naturally, we want to say “yes” and start selling bikes. At the same time, we are committed to building the best bike imaginable. And there is always some little adjustment you can make, or way that you can improve the bike slightly.

5) Ventum will stop only on one model or there is a possibility of more models of paintings, including Road?

Great question. This is our first bike; we are already planning to build and sell more bikes in the years ahead. Before we can do that, we have to deliver a phenomenal first bike. We have made many bold claims, and we will deliver on all of them. Then, once we have established a reputation for excellence, we can build on that with future models. After all, there is a reason it is called the Ventum “ONE”!

6) Hiring big names from the world scene, you really caught the attention of the market in recent months. How do you see the marketing in triathlon today, and what remains?

Our professional triathletes are involved in marketing, but that’s only part of their job. They also test the Ventum One and provide feedback to the design team and engineers. The feedback from our athletes has already inspired numerous improvements to our bike design. By the time a regular customer buys one of our bikes later this year, they will be buying a bike that has already been tested by world champions and proven on some of the toughest courses around the world.

More generally speaking, we recognize that our market is extremely knowledgeable about the industry and all of the products available to them. The triathlon community is too smart to buy a product simply because it looks cool, or it is used by someone famous. That’s why we are focused so intently on building a great product. Every aspect of our design is based on performance. The market won’t settle for less.

Sorry, I can’t answer questions about our manufacturing processes. I can say that our frame is a true monocoque frame and that it is constructed as one piece. Furthermore, all of our models are being EU tested to ensure strength and rigidity. We will publish that data when we start selling bikes. We are also in the process of publishing wind tunnel data comparing our bike to some of the current market leaders. We have not announced any pricing yet.

7) How will the sales and distribution policy?

We’re still figuring that out. We will sell bikes directly. We’ve had questions about pre-orders, but we’re not accepting any just yet. We will also partner with some of the top bike stores around the world that cater to the Ventum customer.

8) Finally, congratulations for the initiative, and when we see Brazil as a ventum athlete in action with the bike!

Thanks for the great questions and the opportunity to speak to your audience in Brazil. We haven’t announced any new athlete signings yet, but you can expect to see more this year. In the meantime, we wish all the best to our friends in Brazil, and to those racing in Florianopolis on May 31 at the IRONMAN Latin American Championship.

Olhe por onde pisa 2015 – parte 1

Por Henrique Ebert

É difícil ter ideias para Post. Sério. O Ribeiro e o Flecha são quem dão as ideias boas. Por isso vou aproveitar uma que o Ribeiro deu no ano passado e trazer para vocês os tênis dos Top 15 em Kona e dos Top 10 no ranking ITU.

Antes de tudo. Não é um tênis que vai fazer você correr que nem OS CARAS. Na verdade, acho até que alguns deles iriam ainda mais rápido caso estivessem usando qualquer calçado que não fosse do patrocinador dele (o mesmo vale para bicicletas).

Enfim, vamos ao que interessa. Primeiro post iremos de Top 15 de Kona.

Luke McKenzie- Saucony Type A6,

SAucony A6

SAucony A6

 

Paul Mathews- Mizuno Hitogami

Mizuno-Hitogami

Mizuno-Hitogami

Craig Alexander – Newton IM Elite

Newton Im Elite

Newton Im Elite

Ronnie Schildknecht – Hoka Huaka

Hoka One One Huaka

Hoka One One Huaka

Maik Twelsiek – Saucony Kinvara 4

Saucony Kinvara4

Saucony Kinvara4

Romain Guillaume – ZOOT Ultra Race 4.0

ZOOT Ultra Race 4.0

ZOOT Ultra Race 4.0

Bart Aernouts – Saucony Fastwitch 6

Saucony Fastwitch 6

Saucony Fastwitch 6

 Frederik Van Lierde – ON cloud race

ON cloud racer

ON cloud racer

TimaVan Berkel – Newton Distance

Newton Distance

Newton Distance

Nils Frommhold – Skechers GO Meb Speed 2

Go Meb speed2

Go Meb speed2

Cyril Viennot – SCOTT Race Rocker

SCOTT Race Rocker

SCOTT Race Rocker

Andy Potts – ASICS Gel-Hyperspeed 6

ASICS Gel Hyperspeed 6

ASICS Gel Hyperspeed 6

Jan Frodeno – Asics Super J33

Asics Super J33

Asics Super J33

Ben Hoffmann – Zoot Solana

Zoot Solana

Zoot Solana

Sebastian Kienle – New Balance RC1500

New Balance RC1500

New Balance RC1500

Mesmo tendo atletas que utilizem/tenham apoio/sejam patrocinados por uma mesma marca, nenhum modelo foi repetido(*) no TOP 15 masculino em Kona.

Mesmo esse post não sendo muito técnico, uma coisa pode ser dita: a escolha do tênis não é uma coisa simples.

Vários aspectos devem ser levados em consideração. Peso, ventilação, tipo de pisada (“pronada, supinada e neutra”), são aspectos importantes, porém, para quem leva a corrida mais a sério, são apenas o básico a se considerar no momento da aquisição.

Fatores como responsividade e memória do sistema de amortecimento, drop, cadência, aderência (grip) do solado, drenagem, peso do atleta, histórico de lesões, etc., são ainda mais importantes, pois influenciam na biomecânica do atleta afetando seu desempenho .

Minha sugestão (na verdade duas): teste quantos tênis for necessário até encontrar o  estilo que você se adapta melhor. Ou, corte um caminho e tenha uma informação mais consistente e contrate um profissional especializado para analisar sua corrida e indicar as melhores opções você.

*Os fãs da Newton podem dizer que o IM Elite do Craig Alexander é basicamente um Newton Distance. E é! Mas os calçados do Tim Van Berkel são da nova geração, enquanto o do Crowie é da antiga. Assim, considerei serem modelos diferentes.

Power Ranger

Por Henrique Ebert (Traduzido macarronicamente do lavamagazine.com)

Fonte:  http://lavamagazine.com/branching-from-the-hub-powertap-debuts-pedal-chainring-based-power-meters/

Cubo Powertap

Cubo Powertap

Um dos primeiros medidores do Mercado foi o Powertap. Uma das primeiras vezes que vi aquele cubo da roda traseira avantajado foi com o Flávio Milhomem. Isso foi lá por 2007.

Depois dele, outros amigos compraram um também. E todos falavam do tanto que pedalavam agora com mais consciência e como isso influenciava positivamente suas provas.

Mesmo tendo esse benefícios, eu não achava aquilo muito prático: você tinha ou tinha que ter dois cubos Powertap, que não eram baratos, ou você, a cada competição, tina de tirar o cubo da roda de treino para por na competição (após a prova fazer o procedimento inverso). Na época, o único medidor de potência em movimento central era o SRM, que por sua vez era um absurdo de caro.

Aí, lançaram o Qarq. Mais barato que SRM e mais prático que o Powertap, que perdeu muito mercado desde então. Com a vinda de novos entrantes, a marca sabia que tinha de fazer algo de novo. E fizeram!

P1Pedal!

PowerTapP1

PowerTapP1

Não é uma revolução para o mercado, visto que já existem medidores de potência baseados no pedal (Vector por exemplo), mas isso não é uma coisa ruim. Eles puderam aprender com o erro dos outros. Pelo menos é isso que espero.

A marca promete o sistema mais amigável do mercado, sem a necessidade de definições complexas ou mesmo de calibrar (o Flecha diz que um equipamento confiável é um que você calibra antes do seu uso – a explicação dele me convenceu, depois perguntem para ele no facebook dele).

PowerTapP1

PowerTapP1

O P1 é compatível com os tacos dos pedais Look Keo e tem molas ajustáveis. Configuração simples, mas muito funcional. A fonte de energia do pedal são pilhas palito (AAA), ou seja, você pegar as do seu controle remoto antes do treino.

Preço:US$1.200,00 o par. Não há planos de fazer como a Garmin e desenvolver uma versão de apenas um pedal.

Opinião do especialista (Rômulo Nogueira):

A Powertap já vinha há alguns anos mostrando o interesse em fazer um medidor de potência baseado no pedal. Porém, a Garmin se adiantou e lançou o Vector na frente. Só que a Powertap lançou seu modelo com evoluções nítidas, com tudo embutido (não precisa de um “Pod” para transmitir os dados, uso de bateria AAA (uma boa sacada, pois não compromete o Fator-Q: que é a distância entre o meio do eixo do pedal e o rolamento do movimento central. Quanto menor essa distância melhor é a eficiência da pedalada), etc. Segundo o fabricante com apenas uma chave allen ele está pronto para o uso, uma vez instalado o pedal, ele reconhece os tamanhos do pedivela, sem a necessidade de calibração específica e ainda torque específico em cada parte da pedalada.  Além disso, é capaz de mostrar exatamente onde está sendo empregada a força na plataforma do pedal.

Mas espere! Não é só isso!

PowerTapC1

PowerTapC1

Eles desenvolveram o C1: medidor de potência baseado na Coroa. É parecido com SRM e Qarq, mas ao contrário. Nesses, a aranha vai presa ao pedivela, naquele vai presa às Coroas (feitas pela FSA). A vantagem disso é que você pode usar o sistema em duas bicicletas. Beleza, os medidores de potência baseado em pedal fazem isso e de maneira mais simples. Condordo! Mas o preço do C1 é sensivelmente mais barato. US$699,00.

Opinião do especialista (Rômulo Nogueira):

O C1 vem com poucas mudanças em relação ao que já vem no mercado. Ele acrescenta apenas 160 gramas para a coroa original (o que é pouco). Ele promete ser mais confiável em relação aos dados transmitidos, por causa do sistema de fixação no sensor. Com as metragens 50/36, 52/36 e 53/39 e com BCD (diâmetro dos parafusos que prendem as coroas) de 110mm que vai resolver a vida pra muita gente, menos para quem usa hollowgram da cannondale.

Com variação de 1,5% dos dados a marca vem para brigar , mas vamos ver a reação do mercado , confiabilidade , pioneirismo e preço a marca tem para isso.

Assim como o P1, o C1 deve ser “plug and play”, ou seja, é colocar e sair para pedalar (lembre-se de verificar a regulagem do câmbio dianteiro, por via das dúvidas).

Eles também lançaram o novo Joule GPS+. A única coisa que tenho para dizer é que eles fizeram o feijão com arroz e melhoraram sua conectividade.

Como os dois acima se conectam por Bluetooth e ANT+, você pode continuar com seu Garmin tranquilamente (eu quero um 920 Garmin Brasil).

Se um dia me cederem esses medidores de potência eu os testarei e posto por aqui.

Ah! Eles ainda não foram  lançados, mas devem estar no mercado em breve. Vou ver com o Harysson Gomes se ele já aceita encomendas 😛

***Eu tinha perguntado pro Rômulo Nogueira