Free Speed – Posição em Descida

chris-froome-descending

Por Henrique Ebert

Toda etapa que tem descida no Tour de France, no Giro de Itália ou mesmo na descida na volta Hawi no Ironman Kona alguém tenta uma posição mais agressiva para se esconder do vento e ganhar velocidade.

Até pouco tempo atrás os ciclistas utilizavam a posição Superhomem, que chega a ser 24% mais eficiente se comparada à posição normal de um ciclista de acordo com um estudo recente divulgado pela Universidade de Eindhoven.   No entanto, esta foi proibida há algum tempo por motivos de segurança pela UCI.  Assista o vídeo abaixo para ver o tamanho da vantagem.

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Cartão de visitas

Lionel Sander, Alistair Brownlee e Sebastian Kienle

Foto de St George News

Por Henrique Ebert

Alistair Brownlee. Um dos maiores nomes do triatlhon de todos os tempos.
O cara é bicampeão olímpico, desbancando simplesmente Javier Gomez.
Sucessor imediato de Jan Frodeno na coroa olímpica.
Existiam dúvidas de que seria um grande em longas distâncias?

Sim. Normal. Tipo quando um Fernando Alonso anunciou que correrá na Indy-500 este ano.

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Cube Aerium C68

CUBE C68 Frente

Por Henrique Ebert

Andreas Raelert, alemão detentor do recorde mundial em provas com distâncias de Ironman (ironicamente o recordo foi no Challenge Roth),acabou de mostrar através do site de seu time (Raelert Brothers – formado por ele, Andreas, e seu irmão, Michael) a sua nova bike para atacar os Lava Fields no próximo dia 10 na Big Island: a CUBE Aerium C68.

O pessoal da Cube se associou aos suíços da marca de rodas aerodinâmica Swiss Side para desenvolver sua nova bike. De acordo com eles, sua nova arma além do CFD (programa de computador que analisa a dinâmica dos fluídos) foi testada no túnel de vento. Nada de novo aqui, as principais marcas top fazem o mesmo.

A diferença (de acordo com eles) é que os aerodinamicistas da Swiss Side utilizaram técnicas de CFD vindas da F-1. Assim, o trabalho desenvolvido entregou ganhos aerodinâmicos significantes, já que foram otimizadas a posição de Andreas e os equipamentos que ele irá utilizar, como capacete, sapatilhas, roupas e a configuração das garrafas.

Cube Aerium C68

Cube Aerium C68

O chefe de engenharia da Cube diz que o quadro é rígido e leve e que transforma toda força da pedalada em velocidade.

Macca x Andreas Raelert

Macca x Andreas Raelert

Bem, achei a bicicleta bonita! Só que isso não me importa, assim como o discurso da Cube e da Swiss Side. Todas as marcas lançam a bicicleta mais leve, rígida, rápida do mercado. Sinceramente, algumas vezes é verdade, já que os engenheiros vão aproveitando o conhecimento que têm e estudam as soluções encontradas por outras marcas. Mas, no final das contas, o que realmente  interessa é se essa bike vai permitir ao Andreas a ser um fator na prova. Eu torço que sim! Em 2010 ele deu um calor para o Macca e conquistou o vice campeonato. Tomara que agora, com 39 anos, ele possa voltar a mostrar sua força.

P.s.: Achei muito parecida com a Canyon Speedmax do Frodeno.

Canyon Speedmax

Canyon Speedmax

Lembre-se de participar de nosso bolão

Bolão Ironman World Championship #2

ironman world cahmpionship 2015Por Henrique Ebert

Antes de ontem disse que viria com as pretendentes ao título feminino e as regras da jogatina. Como não sou nenhum Marino Vanhoenacker, cá estou.

A prova feminina tem um field menor que o masculino. O que significa menos qualidade. Só que não!!! As Mulheres que vão para Kona são verdadeiras guerreiras. A Mirinda Carfrae,por exemplo, vive colocando sua corrida entre as melhores do dia (entre homens e mulheres). As parciais do pedal da Daniela Ryf e da Rachel Joyce foram abaixo das 5 horas (4 e 2 minutos que o Raña Respectivamente).

A disputa feminina também é mais aberta do que a masculina. Acho que é porque elas vão no vermelho o tempo inteiro, mostrando mais raça do que a maioria (se não todos) os homens.

O Kona Pro Ranking é bem duro com os atletas, mas realmente seleciona os melhores, por isso, acho que quem largar no dia 10 tem chances de um top 5. Contudo, alguns nomes merecem nossa atenção:

Ariane Monticeli

Ariane Monticeli

Ariane Monticeli: a vencedora do Ironman Brasil, tem uma corrida muito forte, o que é uma boa arma em Kona. Além disso, está num bom momento. Na minha opinião, um top 3 é, no mínimo, plausível. Para isso vai ter que pedalar forte sem gastar tudo.

Rachel Joyce

Rachel Joyce

Rachel Joyce: ano passado ela ficou muito frustrada com seus resultados em Roth (segundo) e em Kona (um terceiro lugar). Esse ano não a vi falando muito sobre suas expectativas (como no ano passado) e isso pode fazer bem a ela. Dona de um pedal forte e uma corrida consistente, a inglesa pode se dar bem em um dia quente com menos vento e com a cabeça no lugar. Só para constar: ela é a terceira integrante do Team Bravo Coca Cola (parece que a bagaça vem funcionando – LEGAL DEMAIS).

Heather Jackson

Heather Jackson

Heather Jackson: a extravagante americana é sempre destaque em provas de 70.3. Esse vai ser seu primeiro ano em Kona como profissional (ela esteve por lá em 2008 e eu dei um couro nela). Ela mais parece mais uma skatista, mas não se engane, o pedal é sua principal arma. A torcida americana (e a minha) com certeza será seu trunfo.

Leanda Cave

Leanda Cave

Leanda Cave: a campeã de 2012 tem um currículo de respeito. Depois de um 2013 marcado por lesão e 2014 focado em provas curtas, a britânica vem correndo por fora.

Mirinda Carfrae

Mirinda Carfrae

Mirinda Carfrae: a baixinha australiana tem uma corrida descomunal. Sua maratona esta frequentemente entre as 5 melhores do dia entre homens e mulheres (ano passado foi a 6, mas correu menos de três minutos pior do que o Frodeno e 4 melhor do que o Kienle!!!) tem um déficit muito grande em sua natação e ciclismo se comparada a Joyce e Ryf. Se não melhorar esses fundamentos pode ficar de fora do pódio (eu não quero isso).

Daniela Ryf

Daniela Ryf

Daniela Ryf: atual bicampeão mundial de 70.3 e vice-campeã mundial de Ironman, a suíça é dona de uma natação e ciclismo muito fortes. Na minha opinião, ela achou que a prova já estava ganha e relaxou muito na maratona. Se ela mantiver o foco o tempo inteiro na maratona, não tem para ninguém.

Bem, vamos às regras do jogo.

Cada participante terá de escolher 7 atletas mulheres e 7 homens. O tempo total será somado e o apostador que tiver o menor tempo leva o prêmio (que, como adiantei, não é nada).

Mande sua lista aqui nos comentários até dia 8 para que eu possa consolidar e divulgar as apostas.

Caso um dos atletas escolhidos não largue, o participante poderá mandar um comentário até a 30 minutos de prova (30 minutos da masculina e 30 minutos da feminina) incluindo outro atleta. A alteração somará 30 minutos na soma.

Caso um atleta não termine a prova, será somado 17 horas.

Não precisa mandar a lista em ordem de chegada.

Minhas listas:

Mulheres:

Mirinda Carfrae, Daniela Ryf, Heather Jackson, Rachel Joyce, Leanda Cave, Ariane Monticeli e Melissa Hauschildt

Sebastian Kienle, Jan Frodeno, Ronnie Schildknecht, Jordan Rapp, Igor Amorelli,Terenzo Bozzone e Andy Potts.

Bolão Ironman World Championship

ironman world cahmpionship 2015

Por Henrique Soares Ebert

Um dia desses, eu disse no Facebook que a semana que antecede o Ironman Floripa quando não se está inscrito parece Natal sem presente.

As semanas que antecedem a Kona quando se tinha a vaga é pior ainda. Parece que você ganhou o presente e aí o Papai Noel resolve do nada que você não se comportou no ano e toma sua bicicleta.

Deixando o MIMIMI de lado…

Vamos promover um bolão já que dia 10 será disputado o Ironman World Championship na Big Island.Eu imagino uma disputa épica tanto no masculino quanto no feminino. Então a brincadeira será legal. Explico:

Ivan Rana

Ivan Rana (AP Photo/Chris Stewart)

O papa léguas

Ivan Raña: é um nome que não pode ser descartado. Sua corrida o faz ganhar muitas posições ao final da prova. Entretanto, se ele não tiver melhorado na bike talvez nem um top 10 ele consiga este ano.

Marino Vanhoenacker

Marino Vanhoenacker

O sem palavra

Marino Vanhoenacker: o belga campeão do Ironman Brasil 2015 prometeu no ano passado de pé junto que nunca voltaria a competir no mundial. Parece que a palavra dele não vale muita coisa. Contudo, o belga de 39 anos terceiro colocado em 2010 tem ainda alguns truques na manga.

Tim Don

Tim Don

O Seu Madruga

O Tim Don voou no primeiro semestre, mas depois de uma queda o deixou fora da batalha na Áustria e o fez perder um importante período de preparação para Kona. Isso pode pesar contra ele. Mas, para mim, pode acabar ajudando: penso que um revés pode fazer com que o atleta cresça mentalmente. Por isso, o considero como um importante candidato. Entretanto, acho que ele corre por fora.

Andy Potts

Andy Potts

O Nadador

Andy Potts: o americano campeão do Pan 2007 e do mundial de Ironmnan 70.3 é sempre menosprezado na Big Island. Seu retrospecto, porém, é bem consistente. Dono de uma natação e corrida fortes, ele não fica para trás no ciclismo como o Raña, por isso espero dele mais um top 5, como no ano passado.

Frederik Van Lierde

Frederik Van Lierde

O Burocrata

Marino Vanhoenacker: o belga vencedor de 2013, terceiro em 2012, e 8 no ano passado nunca pode ser deixado de lado. Ele tem um estilo que não desperta muita atenção, mas é muito eficiente. Para falar a verdade, acho que ele só vence a prova se o pessoal abaixo quiser mostrar quem é mais foda no início do dia. Porém um top 5, ou 3 dele é bem provável.

Jan Frodeno

Jan Frodeno

O Foda

O Jan Frodeno ganhou tudo que tinha de importante para ganhar esse ano, notadamente o Ironman Frankfurt e o Mundial de 70.3 na Áustria. E nem adianta dizer que Kona é quente e que essas provas europeias foram disputadas em clima temperado. O cara foi terceiro lugar no ano passado na Big Island (para quem não se lembra). Ele vem com tudo.

Sebastian kienle

Sebastian kienle

O Rei (?)

O Tião Kienle é forte. O Ironman em Kona é uma prova que se encaixa no estilo dele: sair de trás na água, martelar no pedal e manter um passo forte na corrida. O retrospecto dele no Hawaii é muito bom. Mas, mais importante, ele não quer entregar a sua coroa. Fora que ele vem circulando numa Mercedes Classe V com o decalque que diz “Rei de Kona” (como o @hailesincero disse, meio pretensioso para quem só levou uma coroa lá), então, ele vai precisar fazer jus ao que está dizendo. Mas, será que a vontade de manter a realeza vai ser suficiente?

Mercedes Classe V KING OF KONA

Mercedes Classe V KING OF KONA

 Igor Amorelli KonaManocchio

Os brasileiros:

Minha torcida pelo Igor e pelo Manocchio é grande. O Guilherme acabou de vencer o Ironman Copenhagen, então vem com a moral lá em cima. O Amorelli vem para seu terceiro Mundial em Kona. Em um dia bom ambos podem conseguir um top 15, ou top 10.

Espero que eles tenham a mesma atitude que o Igor teve no ano passado, mesmo que não tenha rendido uma posição boa como em 2013, lhe deu muita exposição durante a transmissão da prova do ano passado.

Amanhã ou depois traga meus palpites para a prova feminina e declararei aberta a jogatina. Com as regras de como vai funcionar nosso bolão. Só adianto que o prêmio deste ano é igual ao do ano passado: nada!

TRI > Ironman

Metonímia: figura de linguagem baseada no uso de um nome no lugar de outro. Isso acontece quando uma marca é tão forte que acaba virando o nome de todos os outros produtos. Gillette e Cotonete são exemplos disso. Quer outro (calma, não é aula de português)? Ironman (agora Ailonmein?)!

MDOT

Por Henrique Soares Ebert

O Ribeiro conta uma história de um cara que chegou em uma assessoria aqui de Brasília dizendo que queria fazer Ironman. O Ribeiro retrucou, dizendo: “fazer triathlon, é o que você quer fazer, não?”. A resposta foi simples: “Não. Quero ser Ironman.”

A história é real! Para mim, até um pouco triste.

Eu apoio a todos que se inscrevem e se preparam para um Ironman na vida e pronto. Terminam a prova, tatuam o MDOT e depois nunca mais pegam na bicicleta, desaprendem a nadar e pronto. Acho que é uma experiência transformadora e que você vai relembrar para a vida inteira.

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