Free Speed – Posição em Descida

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Por Henrique Ebert

Toda etapa que tem descida no Tour de France, no Giro de Itália ou mesmo na descida na volta Hawi no Ironman Kona alguém tenta uma posição mais agressiva para se esconder do vento e ganhar velocidade.

Até pouco tempo atrás os ciclistas utilizavam a posição Superhomem, que chega a ser 24% mais eficiente se comparada à posição normal de um ciclista de acordo com um estudo recente divulgado pela Universidade de Eindhoven.   No entanto, esta foi proibida há algum tempo por motivos de segurança pela UCI.  Assista o vídeo abaixo para ver o tamanho da vantagem.

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Cartão de visitas

Lionel Sander, Alistair Brownlee e Sebastian Kienle

Foto de St George News

Por Henrique Ebert

Alistair Brownlee. Um dos maiores nomes do triatlhon de todos os tempos.
O cara é bicampeão olímpico, desbancando simplesmente Javier Gomez.
Sucessor imediato de Jan Frodeno na coroa olímpica.
Existiam dúvidas de que seria um grande em longas distâncias?

Sim. Normal. Tipo quando um Fernando Alonso anunciou que correrá na Indy-500 este ano.

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Semana BSBR

Final de semana com recheado de provas nacionais e internacionais.

Copa Brasília

Foi disputado em Brasília a 1ª Etapa da Copa Brasília de Triatlhon. A prova foi disputada nas distâncias de Short Triathlon. Os top 3 Masculino foi composto respectivamente por Paulo Guimarães Jr, João Carlo Almeida e Rômulo Menezes. Já no Feminino, Flávia Pedreira seguida por Nayara Lunière e Lana Spencieri . Mais uma vez a MKS realizou um ótimo evento. A segunda etapa será realizada dia 31/05/2015.

Troféu Brasil

Enquanto isso, em São Paulo, foi disputada a segunda etapa do troféu Brasil de Triathlon. Mais uma vez Marcus Fernandes levou a melhor. Ele tá nadando, pedalando e correndo muito! Assim que sair o rsultado completo o post será atualizado.

Ironman Texas

Nos Estados Unidos, o canadense Lionel Sanders teve de pedalar (02:02:25) e correr (01:12:20) como se estivesse fugindo da polícia para ganhar o Ironman 70.3 Texas. Andy Potts, que havia ganhado o 70.3 Nova Orleans no domingo anterior, ficou à dois minutos de Sanders na segunda colocação. Em terceiro, outro canadense, Cody Beals ficou em terceiro, 1 minuto atrás de Potts.

Entre as mulheres, a Dinamarquesa Helle Frederiksen continua mostrando que a invasão ITUANA em provas longas tem tudo para ser bem sucedida. A vencedora do Ironman 70.3 Brasília ganhou a prova com 04:07:52. Nessa prova, a máxima de que natação não ganha prova mas pode fazer você perder fez-se valer. Helle nadou para 25’42’’, 4 minutos mais rápida do que a segunda colocada Angela Naeth, do Canadá, que fechou o dia com 04:13:50. Fechando o top 3 ficou Emma-Kate Lidbury, da Grã Bretanha.

Challenge Taiwan

Se os canadenses colocaram 3 atletas no Top 3 do Ironman Texas (dois homens e uma mulher), os neozelandeses colocaram 4 no Challenge Taiwan (Todo Top 3 masculino e a segunda colocada no feminino). O vencedor do Challenge Dubai, Terenzo Bozzone fechou o dia com 03:52:41, 4 minutos a frente de seus compatriotas Mike Philips e Dylan McNeice. Entre as mulheres a russa Eva Potuckova  , levou a melhor, seguida por Kathryn Haesner     e Brooke Langereis  da Austrália.

Campeonato Brasileiro de Duathlon

A capital amazonense, que vem se mostrando como uma cidade importante para o multisport do país, sediou no sábado a etapa única do Campeonato Brasileiro de Duathlon. Entre as mulheres, Ariane Monticeli dominou a prova com 02:01:38, seguida por Detlei Hasse, com 02:02:50 e Nayara Lunière (você não está lendo errado não, ela saiu de Manaus e veio competir em Brasília no dia seguinte) em terceira com 02:03:22. Entre os homens a disputa pelas duas primeiras colocações foi ainda mais apertada. Francisco Viana ganhou com apenas 28 segundos de vantagem para Thiago Assad.

WTS Cidade do Cabo 750m-40km-10km

A Cidade do Cabo sediou a quarta etapa da Copa do Mundo de Triatlhon. A baixa temperatura da água fez com que a natação fosse cortada pela metade para os profissionais e retirada da competição para os amadores.

Entre as mulheres, que venceu foi a Inglesa Vicky Holland, que estava retornando de uma lesão, em segundo ficou a americana Katie Zaferes, que havia conquistado a terceira colocação na Gold Coast no início do mês de abril. Em terceiro ficou a campeã olímpica Nicola Spirig.

Javier Gomez e Alistair Brownlee eram os franco favoritos, mesmo com o inglês retornando de uma lesão (assim como Holland). Entretanto, o corte na natação favoreceu atletas que se destacam nas provas mais curtas como Mola, Murray e Luis. Com isso, o pelotão principal ficou gigante. Brownlee estava o tempo inteiro na parte da frente do pelotão, por vezes puxando o trem.

Mas, as coisas foram decididas com os pés no chão. Browlee e Gomez foram os primeiros a sair da T2. Logo no inicio da corrida juntaram-se a eles Alarza, e Murray, este empolgadíssimo por estar correndo em casa, e Vicent Luis. Os cinco estavam juntos até o 5km. Quando o ritmo começou a apertar. Brownlee tropeçou (provavelmente chutou o calcanhar do Gomez) e caiu. Ele se levantou e buscou o pack. Sobrou de novo e buscou mais uma vez. Impressionante a raça desse inglês! Murray vinha mostrando que estava forte e vinha ditando o ritmo. Por volta do 8km Gomez ataca e leva Brownlee com ele. Murray acompanha os dois de longe. Mais atrás, parecendo estar fora da disputa, estava Luis. No último km, Brownlee ataca em cima de Gomez e abre um dia. Final, Brownlee em primeiro, Gomez em segundo e Luis, após ter ressuscitado, em terceiro. Que prova!

Power!

BMC tm01 Uplace-BMC Triathlon Team

Por Henrique Ebert

Fotos de Jay Prasuhn  retiradas nesse link do site lavamagazine.com.

Os medidores de potência estão cada vez mais populares entre os ciclistas e triatletas. Não só entre os profissionais, mas entre nós amadores também.Até pouco tempo atrás tínhamos poucas opções.

PowerTap e SRM vieram primeiro. Logo depois veio a Qarq (SRAM) e Rotor. Atualmente temos várias opções: Pioneer (isso, àquela mesma marca do som do seu carro – que provavelmente foi roubado), Stages, Garmin Vector, 4iiii (esse é o mais novo deles e, junto com o Stages, o mais barato).

Ao que tudo indica tem um grupo  japonês que está querendo entrar na brincadeira. O que é bom. A concorrência faz com que os produtos melhorem e os preços abaixem (pelo menos na teoria é assim).

O grupo em questão é a Shimano (sério?!). O pessoal da Lavamagazine.com percebeu um equipamento diferente no pedivela do triatleta belga da equipe Uplace-BMC Triathlon Team (que tem como fornecedor de componentes a própria Shimano) durante o trainning camp nas Ilhas Canárias.

Shimanho Powermeter

Shimanho Powermeter

O pessoal da Lava ainda questionou o mecânico que trabalhava na bicicleta do atleta belga. O máximo que conseguiram foi um sorriso e uma declaração mais ou menos assim: “Não posso dizer nada, mas e fácil saber do que se trata se você conhece alguma coisa sobre as ferramentas que algumas marcas usam.”

Shimano powermeter non drive

Shimano powermeter non drive

Não foram dados maiores detalhes sobre o equipamento, mas parece que ele vai medir a potência gerada por cada perna, utilizando um segundo “pod” para o braço esquerdo do pedivela.

Agora eu entendo porque os pedivelas da Shimano ficaram com esse formato estranho.

Recuperação mais rápida – Indiba

Tour de France - Stage 10

Semana retrasada o Contador venceu a Vuelta a España. Que o espanhol é muito forte nós já sabemos. O que tornou essa conquista surpreendente foi que ele fez isso após ter fraturado a tíbia (um osso que fica na inferior da perna – no caso dele a lesão foi bem próxima ao joelho como pode ser visto na foto acima) em julho, durante a 10ª etapa do Tour de France.

Dois dias após o acidente, os médicos disseram que ele não precisaria operar, pois uma cirurgia poderia aumentar o trauma na região, porém também disseram que seria quase impossível que Contador pudesse largar na Vuelta (só que ele largou, se não eu nem tinha começado o post).

Como todos sabemos, sua recuperação foi muito rápida. Muita gente ficou curiosa em saber o que o que foi feito para acelerar o processo. Eu inclusive.

Semana passada, recebi uma mensagem da Loiane Marques, fisioterapeuta esportiva e diretora do Centro de Saúde RECUPERA`T em Barcelona-Espanha me informando que estará em Fortaleza na época do Ironman, tratando e ajudando na preparação dos triatletas com a tecnologia Indiba.

Confesso que na hora eu não dei muita bola. Vi aquilo como mais uma propaganda. Só que resolvi ver o que era o que ela estava a me oferecer.

contador indiba

Aí é que aparece o Contador nessa história. Coloquei no Google e apareceu este link da Tinkoffsaxo, sua equipe no ProTour, dizendo que sua recuperação foi acelerada por conta da tecnologia Indiba.

Entrei no site da marca e vi a quantidade de atletas top que utilizam as técnicas/metodologia/tecnologia Indiba. Só para citar alguns, Rafael Nadal (precisa de apresentação?), Victor Del Corral (tá, esse não é muito conhecido por nós brasileiros, mas ele bateu o recorde do percurso do Ironman Flórida e, somente duas semanas depois (!!!) venceu o Ironman Arizona – lembrou dele?), um timeco de futebol, o BARCELONA FC (conhece?) e o Javier Gomez.

Pois bem. Após essa apresentação deixe-me explicar grosseiramente o que é: uma tecnologia com radiofrequência que, manipuladas por médicos e/ou fisioterapeutas, pode-se ajudar na recuperação de lesões como também acompanhar atletas que queiram melhorar seu rendimento. Claro, que existem protocolos diferentes para cada objetivo.

Se eu tiver um tempo em Fortaleza vou ver se consigo marcar uma horinha com para eles irem lá no meu hotel. Pena que meu tempo ($) estará curto por lá.

Alguém aí já conhece (fez uso)?

 

 

Kyle Buckingham everybody

 

KYLE BUCKINGHAMPor Henrique Soares Ebert

O nome do sul-africano Kyle Buckingham  deve ser sido um dos mais escritos aqui no blog desde do início do ano. Há um motivo para isso. Ele foi campeão mundial amador tanto em Las Vegas quanto em Kona em 2013. Sendo que na Big Island ele quebrou o recorde de tempo entre os age-groupers que  Trevor Delsaut  tinha marcado em 2011.

O pessoal do Slowtwich (para mim o melhor site de triatlo atualmente) analisou os dados de potência dele em Kona e também fez um perfil para o site. Na matéria sobre os dados de potência tinha ficado uma dúvida de sobre como ele teria se saído na prova se tivesse largado com os profissionais.

Lembro de ter pensado: com os pros ele não teria chance! Os pelotões dos amadores em Kona (sim eles existem lá também, isso não é exclusividade de Floripa) são muito grandes e é praticamente impossível pedalar fora deles. E continuei: ele deve ter tido muita ajuda do vácuo, pelo menos até Hawi.

Só que aí, no início do ano,  o Riberator levantou os dados de tempo dos melhores top 5 por categoria.  De acordo com esses dados ele ou pedalou sozinho ou teve o mínimo de ajuda do “pelote”.

Aí, no post do Flecha sobre ritmo em Ironman, ficou claro que Kyle tinha pedalado melhor (não mais forte, mas de maneira mais eficiente) que muitos Pros.

Atleta sulafricano com sua Specialized SHIV S-WORKS, a mesma que o tri-campeão Craig Alexander utiliza desde 2011.

Ou seja, o bobo era eu de ter pensado o contrário. A performance dele foi digna de um profissional. O que ele veio a se  tornar este ano

Sua primeira prova foi o Ironman 70.3 da África do Sul. Ele ficou 9º. Achei que ele faria ao menos um top5. Mas foi longe de ser um resultado ruim, pois ficou menos de 9 minutos do vencedor da prova.

Chegou abril e o Ironman África do Sul. Lá ele enfrentou o calor e ganhou a disputa com Faris Al-Sultan pela segunda colocação. Passou maio, junho e veio julho. Mais precisamente 27 de julho. Este dia marcou a primeira vitória de Kyle como profissional e ele carimbou seu passaporte para Kona este ano. Atualmente ele ocupa a 34ª no Kona Pro Ranking (os 50 melhores desse ranking tem vaga para competir o IMWC).

 Impressionante a carreira de Kyle. Ainda mais que ele só começou no esporte com 25 anos (hoje ele está com 31)!

Isso me faz pensar em um amigo que vai para Kona este ano…