Luz Amarela

Luz amarela

Por Henrique Soares Ebert

Os Resultados dos triatletas brasileiros no Pan de Toronto acenderam a luz amarela no nosso esporte. Conforme o Rômulo Nogueira bem lembrou no blog dele, essa foi a primeira vez que saímos deste evento sem medalhas desde que o triathlon foi inserido no programa Panamericano em 1996 (quando o Leandro Macedo foi ouro em Mar del Plata).

A expectativa por resultados mais expressivos no Pan no ano que antecede aos jogos olímpicos que serão realizados no Rio é natural. Ainda mais se levarmos em consideração o volume de dinheiro que a CBTRi recebeu (e gastou) nos últimos anos.  O evento teste no começo de agosto reforçou o recado: precisamos mudar nossa mentalidade para voltarmos a ser uma força no esporte (olha como éramos fortes em 1996).

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Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau – Número 0

choro

Sem choro, por favor! 🙂

Sei que o blog não tem essa quantidade de acessos, mas o apoio que tive no Diário de Um Homem de Ferro Cara de Pau ano passado foi muito bacana. Foi por conta deste apoio que resolvi começar um segundo diário, no que eu traria novamente um pouco da minha rotina (treino e vida paralela). Foram dois post apenas: um com o primeiro dia e outro do segundo ao nono!!

Do último post até este já passou 1 mês e 16 dias. Mais ou menos ali no meio desse período foi quando eu resolvi desistir de competir novamente na Big Island. Não que isso importe para muita gente (heheheh), mas acho que devia uma explicação para quem me acompanhou.

Antes de qualquer coisa, quero agradecer aos meus amigos, ao meu treinador Henrique Siqueira, à minha nutricionista Dianta Martincowski, à academia Unique Family Fitness, à BSB Tri Bikes, à Guga Studio de Revisões e, claro, à minha família.

Mas o motivo desse post é nobre. Já que eu não irei, venho pedir encarecidamente que apoiem as esquadras brasileiras que irão para o mundiais este ano (ITU, 70.3, Ironman e Xterra).

Vi diversos posts no Facebook de gente pedindo ajuda para ir para Hawaii, Áustria e Chicago. Quem puder ajudar, ajude, seja comprando uma rifa, dando um troco para a vaquinha (ou crowdfunding depois de ser atingida pelo raio gourmetizador).

Esses campeonatos mundiais trazem muita bagagem boa para os atletas e indiretamente ajudam a desenvolver o nosso esporte no nosso país.

Então, por favor, ajudem os triatletas brasileiros!

Diário de um home de ferro cara de pau dias 2, 3, 4, 5, 7, 8 e 9!

 

Deculpem o atraso

Caramba, estou mais sem tempo para escrever aqui até mesmo do que para treinar!

Vou resumir resumidamente meus treinos do dia 10 de junho até hoje.

Dia 2:

Corrida, quarta feira dia 10. Eram só 45´, sendo vinte moderados, mais vinte moderados/forte com cinco solto. Pronto, só isso. Dia 10 é um marco, pois a partir dele faltam menos de 4 meses para a minha prova em Kona.

Ainda preciso resolver muitas coisas daqui até lá, mas acho que vai dar certo.

Dia 3:

BIke e Turbo

Era OFF. Mas ainda fiz 45 minutos de turbo (bike parada só com a roda traseira rodando…). Tinha acabado de adquirir com o Harysson Gomes, da BsB Tri Bike e queria testar logo meu brinquedo novo.

Dia 4:

Brinquei novamente no turbo, dessa vez por 1 hora. Aproveite para treinar minha técnica de pedaladas tal como meu amigo/ciclista/professor de educação física/gregário Leo Michelstadter vem falando comigo há um tempo e escreveu no instagram dele.

Na hora do almoço fiz meu treino de verdade: corrida, vinte minutos de aquecimento com tiros com intensidade aumentando de moderado a muito forte e distâncias reduzindo de 1 milha para 200metros.

Esse treino foi muito bom. Estava correndo forte e encaixado. Como estava correndo na esteira na Unique, coloquei inclinação de 1%, para simular melhor a corrida na rua.

O Henrique Siqueira (meu treinador) havia me pedido para não ficar completamente parado no mês que seguiu o nascimento da minha filha. O esforço compensou. A volta vem sendo menos traumática do que imaginei.

Dia 5.

Off. Estava de mudança de volta para casa.

Dia 6.

Foram 90 minutos de turbo na minha Pain Cave. Doeu. Passei calor (e Brasília está com um clima agradável). Achei que estava incomodando por conta do barulho e minha mulher disse que minha filha estava gostando do ruído que o turbo estava fazendo hehehehe

Dia 7

Off. Tinha de nadar, mas não tive tempo. Minha rotina ainda está voltando de volta ao normal.

Dia 8.

Doação de sangue

Pedal. Foi bom.

O ciclismo foi a modalidade mais negligenciada nesse último mês. A razão disso: vendi minhas bicicletas. Tinha duas e as duas estavam à venda há um tempo, eu venderia uma e ficaria com a outra. Mas, por uma dessas coincidências que o universo nos arruma, acabei vendendo as duas no mesmo dia, praticamente na mesma hora.

Passei dias procurando bicicletas no Facebook, OLX, Mercado Livre. Só faltou eu ir na feira do rolo (NUNCA VÁ A UMA FEIRA DESSAS – VOCÊ ESTARÁ FINANCIANDO O CRIME).

Voltando ao treino…

Foram três séries com marcha pesada, competição e leve. Penei para acompanhar o ritmo do pelotão. Penei, mas consegui. E isso é bom. Voltei, mas não foi do zero.

Após o treino, depois de ter me alimentado e hidratado muito bem (da mesma forma que fiz no dia anterior) fui doar sangue.

Dia 9.

Pearl Izumi Corrida

Treino de subidas de corrida. Foi duro, pois ontem doei sangue. O ritmo dos tiros foi bom, sempre abaixo dos 4 por quilometro, tendo em vista que a esteira estava com 4,5% de inclinação.

Amanhã volto para cima da bike para fazer treinos de subida e sexta volto a nadar. O caminho para Kona será duro (vislumbro), mas nunca vi nada que valesse a pena ser fácil. Então, VAMO QUE VAMO!

Conto com o apoio:

HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTICOWSKI NUTRICIONISTA

unique

 

Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau – O Retorno. Dia #1

I´m back

Voltei…

• …com o diário, afinal tenho um Ironman em outubro. Mais precisamente dia 10 de outubro. Quem acompanhou o primeiro sabe para onde irei. Quem não acompanhou clique aqui.

• … a treinar. Fiquei parado quase que completamente desde o dia 1º de maio. De lá para cá treinei nas horas que conseguia. No worries, só felicidade. O motivo é que agora sou papai. Assim, meu desafio agora é ainda maior: além de ter de conciliar trabalho, treino e vida de casado, agora terei uma princesinha para cuidar.

 

Ao diário.

Pior que começar é voltar. Digo isso já há algum tempo. O corpo está num estágio, mas a cabeça acha que ainda está forte. Por isso, tenho que tomar bastante cuidado nesse retorno. Fiz apenas um dos treinos do dia. Era para pedalar e correr. Como estava há um mês (e 8 dias, mas quem está contando) sem subir na bike, preferi começar por esta modalidade. Nesse período sabático, ainda dei umas corridinhas e umas braçadas, mas nada com muito vigor – a falta de horas de sono não deixavam que o corpo saísse do modo de segurança.

O treino foi feito no Parque da Cidade. Comecei 12:15, peguei pouco transito, pouco vento e muito sol. A temperatura, entretanto, estava amena (outono). O treino consistia de uma volta de aquecimento, outra de educativos, uma terceira toda em marcha pesada, alguns tiros de marcha leve e um giro solto.

O Retorno

Esse foi o resumo da bagaça. Foi pouco, mas tenhamos calma. Esse é só o inicio. É bom estar de volta!

 

Conto com o apoio:

HENRIQUE SIQUEIRA SPORTS

DIANA MARTICOWSKI NUTRICIONISTA

unique

Brasília Ironman 70.3 – Latin America Championship

Logo Ironman Brasília  Latin American Championsip

(Caaaaraaaaca moleque!) Eu queria traçar um perfil dos atletas profissionais que vão competir no Ironman 70.3 Brasília este final de semana. Queria…

Esse ano estamos com uma situação que tornou minha intenção em algo simplesmente impossível (com minha carga de trabalho atual). 54 atletas! Sendo 37 homens e 17 mulheres.

Tive a ideia de escrever este post e estava a elencar as principais conquistas e os principais atletas ( ex.: Campeão Mundial de Kona – Craig Alexander e Pete Jacobs – não, esses dois não estão na start list da prova de domingo. Este foi apenas um exemplo). Mas, além de não saber todas as conquistas de todos e todas que largarão dia 5 (eu iria cometer alguma injustiça), o esporte é muito mais do que currículo. Porém, é claro que o histórico dos atletas nos ajuda a ter uma ideia dos possíveis resultados.

Assim deixo minhas palavras sobre o que espero das provas feminina e masculina.

Feminina: imagino uma prova bem disputada do inicio ao fim. Na água, vão sair quase todas juntas.  Uma ou outra gringa deve sair na frente e vão pedalar sozinhas. Um grupo de umas cinco ou seis atletas deve sair junto da água e vão formar um pack e vão trabalhar juntas no pedal (cuidado com o vácuo meninas).  Mesmo assim, o dia não acabou para quem sair mais atrás da água. Essas, irão martelar e eventualmente buscar o segundo grupo da metade para o fim do pedal e irão sair para correr juntas (grupo dois e três).  Na corrida vamos ver se a vantagem das que saíram escapadas da água e mantiveram a distância no pedal vai ser suficiente, se quem pedalou em grupo vai conseguir manter um passo consistente para buscar as ponteiras, ou se quem veio de trás vai ter forças para amassar todo mundo na corrida.

Masculina: vai ser quase um triatlo olímpico sem vácuo, tipo Internacional de Santos. Não digo nas distâncias (claro, né?), mas no ritmo. Vai ser alucinante. Dificilmente quem sair atrás da água vai conseguir um resultado bom (top5). Imagino um grupo grande saindo da água juntos. Provavelmente com o Chicão puxando a esteira. No pedal, deve rolar ataque em cima de ataque. Quem perder o bonde num desses, dificilmente vai conseguir tirar a diferença com os pés no chão. Devem chegar uns dois três atletas à T2 “escapados”, dentre eles o vencedor da prova. Um minuto atrás o segundo pack, bem maior, com uns 10 atletas. O top 5 deverá ser formado por atletas desses dois grupos. Alguns desses grupos irão sucumbir na corrida por conta da força que fizeram no pedal e nos primeiros passos, e terminando lá atrás ou abandonando. O vencedor pode surpreender muita gente.

Para brincar (e apenas para isso) mande um email para 03bsbr@gmail.com com seu top 5 feminino e masculino. Vamos ver quem tem a melhor bola de cristal!

Os meus chutes (sem base científica):

TOP 5 Feminino

HELLE FREDERIKSEN
SOFIE GOOS
ARIANE MONTICELI
RACHEL JOYCE
VANESSA GIANINNI

TOP 5 MASCULINO

TIM DON
IGOR AMORELLI
HENRIQUE SIQUEIRA
SANTIAGO ASCENÇO
MARIO DE ELIAS

<3<3<3 <3ATHLON – Resultado da promoção

BSBR Triatlo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como prometido ontem, hoje é o dia de anunciar o ganhador ou ganhadora da promoção!

Quem não ganhou hoje, não desanime. Faremos em breve novas promoções.

Lembrando que a promoção era para comemorar o encerramento do Diário de um Homem de Ferro Cara de Pau e celebrar meu resultado no Ironman Fortaleza.

Eu ia escrever um texto aqui sobre o que é ser triatleta amador, sobre Ironman e tudo mais. Só que um dos participantes da promoção, o Chrystian de Arruda Silva, de Caruaru, se adiantou e fez melhor do que eu faria. Então, reproduzo aqui o texto que ele nos enviou por email.

Objetivo de estar no Ironman Brasil : Ser o  SUPER HEROI do meu filho, Marcos Vinicius.
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Coluna 3AM Número 2

Continue a nadar

Flutuação. Base de tudo

flutuação

Aprendeu a gostar de natação? Duathlon são legais…

A base de uma natação razoável está sobre uma boa flutuação. Por que razoável? Porque existem outros fatores (força, sensibilidade, técnica, hidrodinâmica, capacidade cardiovascular etc) que, quando associados a uma boa flutuação, irão fazer você nadar bem.

Conversando com um dos melhores treinadores de natação em Brasília (e grande amigo meu), o Renato Yoshihara,  ele disse: “A flutuação é uma virtude que poucos desenvolvem com rapidez devido ao posicionamento da cabeça no nado crawl. Nota-se que muitos nadadores viciaram em mexer a cabeça enquanto nadam. Ocorre, principalmente com aqueles que optam por provas de águas abertas, uma vez que necessitam mover mais a cabeça para frente para uma melhor navegação”.

Movimentar sua cabeça para frente faz seu quadril e pernas afundarem. Aumentando a área frontal e a resitência da água.
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