Vendo “tudo preto”

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Por: Fernando Flecha

Tenho uma obsessividade pela perfeição. Mesmo tendo ciência de que ela é quase um folclore. (meu único momento de quase perfeição foi ensinar minha mãe sem que houvesse brigas a imprimir um arquivo em PDF) Tenho tentado repetir tal feito desde então sem êxito. Se o assunto for como atleta, aí ferrou. Gastei todas as minhas balas por um momento perfeito e mal sabia eu que nem sabia atirar ainda. (quando começo a colocar metáfora demais é pq estou meio perdido na introdução)

Enfim…. minha busca pela evolução como atleta passou muitos anos em torno de um assunto só. CORRIDA. Eu lia via sentia vivia corrida. Em busca da maior quantidade de informações possível para me tornar um melhor atleta e um melhor treinador. Foi quando vi que estava perdendo o foco focando demais em uma coisa só. Não percebia que outros assuntos poderiam e podem me fazer olhar e entender através de outro prisma. Um dos treinadores que mais admiro diz que aprendeu quase tudo sobre o que ele sabe sobre corrida em um livro de treinamento de natação. Imagino que não preciso falar mais nada.

Ontem li esse texto que traduzi e adaptei (deve ser crime pegar um texto e adaptar como faço mas é mais forte do que eu). Não entendo quase nada de Rúgbi mas entendo perfeitamente o nível que foi atingido pelos All Blacks e fico ainda mais admirado pela forma como foi alcançado. É muito mais do que apenas treinar e descansar. Felizmente treinar forte todo dia não vai te deixar forte. Treinar Sprints para prova de longa distância é muito bem-vindo sim por várias questões. Treinar um pouco de endurance ao invés de fazer HIIT ou SIT ou SHIT todo dia tbm é bem-vindo. Aprender com o esporte coletivo e utilizar no esporte individual. Melhorar o individual afim de tornar o coletivo ainda mais forte. (já não sei se estou falando de esporte ou da vida). Resumidamente olhar por outra perspectiva é uma frase pra lá de manjada e só fui dar bola para ela agora. VACILÃO Continuar lendo

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Resiliência é sobre como você recarrega as energias e não o quanto você aguenta tomar porrada

1b16d2a63d0e7524bce896138ecb61b5Por: Fernando Flecha

Como sobreviventes do século XXI às vezes fantasiamos quanto trabalho podemos adiantar quando um de nós entra no avião, livre de telefones, redes sociais e internet Nós corremos para fazer todo o nosso trabalho: ligar para o ente amado e lembrar de pagar as contas, fazer uma chamada urgente do trabalho, ver a foto dos modelos fitness sempre felizes no instagram e aí sim, senhores passageiros preparar para decolar. Então, quando tentamos ter essa incrível sessão de trabalho em pleno vôo, nada conseguimos fazer. Pior ainda, depois de ler os mesmos trabalhos uma e duas vezes, ou a mesma revista da companhia xexelenta vendendo fandangos por 18 reais, estamos muito exaustos para fazer qualquer análise crítica.

Por que ficamos esgotados enquanto voamos? Estávamos sentados lá sem fazer nada. Por que não podemos ser mais resistentes – mais resilientes e determinados nas coisas importantes que devemos fazer – para que possamos realizar todos os objetivos que estabelecemos para nós mesmos? Com base em algumas pesquisas, percebemos que o problema não é a nossa agitada agenda ou a viagem de avião em si; O problema vem do mal-entendido sobre o que significa ser resiliente e o impacto resultante do excesso de trabalho.

Muitas vezes, tomamos uma abordagem militarista e “resistente” para a resiliência (para quem ainda não sabe o que é resiliência a essa altura do campeonato, resiliência é em poucas palavras a capacidade de se adaptar a mudanças, a agua é na minha percepção e do Bruce Lee o melhor exemplo de resiliência, sempre se adaptando a forma do seu recipiente sem reclamar). Imaginamos um triatleta fazendo o Ironman para 18 horas, o atleta que quer terminar a série mesmo que mancando, ou um jogador de pôquer que quer colocar o carro pra jogo porque perdeu todo o dinheiro utilizando da mesma estratégia pífia. Acreditamos que quanto mais durarmos, mais durões formos, mais bem sucedidos seremos. No entanto, toda essa concepção é cientificamente falsa e fudida.

A falta de descanso dificulta dramaticamente nossa capacidade coletiva de ser resiliente e bem-sucedido. Se descobriu que existe uma correlação direta entre a falta de descanso e o aumento da incidência de problemas de saúde e segurança. E a falta de descanso – seja ao interromper o sono com pensamentos acelerados de trabalho ou a uma excitação cognitiva contínua ao ficar com a cara grudada no telefone – isso está custando a empresas US $ 62 bilhões por ano (eu disse, bilhões, não milhões, tipo JBS) de perda de produtividade.

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WTS – Yokohama

Por Henrique Ebert

Uma das etapas mais tradicionais do World Triathlon Series irá acontecer hoje: Yokohama!

Por conta do fuso, poderemos acompanhar ao vivo pelo streaming da ITU a partir das 22:00 (ou 10 da noite, se prefir).

 No guia da minha TV por assinatura não consta que a Bandsports irá transmitir nenhuma das provas – feminino ou masculino.

No masculino Gomez, Mola e Brownlee  são promessa de competitividade. 

Já a ausência de Gwen Jorgensen pode ser interessante para o field feminino.

Infelizmente não teremos nenhum representante. Esperamos que o novo presidente da CBTri faça logo alguma coisa ara promover o retorno dos brasileiros ao circuito.

Abaixo o compacto da prova feminina do ano passado.

Cartão de visitas

Lionel Sander, Alistair Brownlee e Sebastian Kienle

Foto de St George News

Por Henrique Ebert

Alistair Brownlee. Um dos maiores nomes do triatlhon de todos os tempos.
O cara é bicampeão olímpico, desbancando simplesmente Javier Gomez.
Sucessor imediato de Jan Frodeno na coroa olímpica.
Existiam dúvidas de que seria um grande em longas distâncias?

Sim. Normal. Tipo quando um Fernando Alonso anunciou que correrá na Indy-500 este ano.

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Triathlon nas Olimpíadas (Masculino)

Por Alexandre Dourado

Que dia perfeito estava no Rio de Janeiro para acontecer a prova de Triathlon das Olimpíadas… E as coisas saíram quase como previsto… O nadador Richard Varga quebrou os grupos (tenho quase certeza que deve ter existido uma parceria entre os irmãos Browlee e o Eslováquio, pois são amigos pessoais e treinam juntos… Os irmão devem ter falado: Se mata na natação e deixa o resto com a gente). E foi exatamente o que aconteceu, os irmão ditaram o ritmo do pelotão a abriram uma boa vantagem… com a ajuda de Henri Schoeman, Aaron Royle e Vicent Luis, eles colocaram mais de 1 minuto sobre o segundo pelote num percurso durissimo (do jeito que os Brownlee gostam). Confesso que no inicio da corrida fiquei meio em dúvida se os Brownlee iriam conseguir imprimir uma corrida forte depois de fazer MUITO mais força do que os outros… No início vi o Alistar se hidratando muito e com fisionomia de cansaço, por alguns minutos achei  que ele fosse quebrar!!! Mas mesmo com cara de cansado ele colocou na frente e puxou o ritmo colocando o Vicent Luis pra sobrar (nesse momento fiquei assustado com a tolerância a dor desses britânicos), em seguida colocou seu irmão pra sobrar (nessa hora eu já acreditava que ele era capaz de fazer qualquer coisa)… Daí pra frente a gente já sabe o que aconteceu!!!

Tenho 2 observações pra fazer:

a primeira observação se refere ao comportamento dos Brownlee na prova… Ficou nítido que eles não estavam lá só pra ganhar, eles buscam algo além da vitória… Não sei se é paixão pelo sofrimento (é visivel que eles correram os 10k beirando o desmaio), se é pelo espetáculo para o público, se é por promessa… o fato é que eles não param de fazer força em momento algum!!!

a segunda observação se refere ao acompanhamento das motos junto aos pelotões… Não sei exatamente como funciona a regra, nem o possível ganho de performance, nem como é contrato de publicidade… mas o fato que me incomoda é a moto andando na frente dos pelotões… Seria mesmo necessário deixar a moto fazendo aquela filmagem frontal!?? Fiz algumas fotos da prova que acredito favorecer o andamento do pelote!!!!! O que acham?

Amanhã tem Triathlon 

Por Henrique Ebert 

Cara, como pode? Amanhã tem Triathlon nas Olimpíadas e eu não escrevi nada. Mil desculpas, mas não acompanhei nada do circuito este ano e quase que esqueci que o Javier está fora.
Por isso, resolvi fazer que nem o governo federal na década de 1990 e tercerizei a.tarefa de dar meus pitacos. Mas, ao contrário do que muita gente faz quando delega sua tarefa, recorro à um dos meus gurus. Já disse que o Ribeiro, o Flecha, o Boro, Dudu Gonzalez, Siqueira, Vinícius Fofotao e o Motoca são alguns deles. Resolvi recorrer ao Rômulo Nogueira que conhece o percurso (o Dudu também, mas ele tá com.os espanhóis). O Riberator também deu a opinião dele, é o poste abaixo desse. 

Abaixo, seguem as palavras do Rômulo:

Em 1999 escrevi para o site Bikemagazine , sobre a perspectiva do triathlon em sua estréia olímpica , na época tínhamos um panorama diferente , mas isso pode ser assunto para outra vez .

Bem vendo o panorama atual , e levando em consideração o evento teste , teremos uma prova diferente daquilo que temos visto no circuito , começando pela natação , 1 circuito de 1500 sem voltar na areia , mas pouco mexido ( por causa do horário ) com uma leve corrente jogando para esquerda da largada e sem roupa , ou seja , por si só já seleciona então não teremos surpresas na saída da água , Vargas ,  Shoeman , os franceses e o  Italiano Fabian Alessandro devem puxar o primeiro pelote , com os irmãos Brownlee , Crisanto Grajales e Ryan Fisher na rabeira desse pelote ! Pouco depois ver o restante dos favoritos formando um verdadeiro grande pelotão , Mola , Murray , suíços , portugueses , os outros espanhóis e os russos devem vir nesse segundo grande pelote , o cenário ideal é que o Diogo saísse nesse pelote nem que fosse no rabo. Ainda se formará um terceiro pelote… Dado o circuito de pedal , 8 voltas de 5km cheio de quina , com uma duríssima subida e uma descida extremamente técnica , faz-se um pequeno pelote organizado andar melhor que um grande pelote , visto o nível dos corredores qualquer tempo que cheguem na t2 na frente fará toda diferença , e sabendo a agressividade dos irmão Browlee na bike podemos ter a prova definida no pedal sim ! Já que Xavier não estará lá , porém acho que se tratando de olimpíadas deve haver trabalho de equipe para o Mola e para o Murray chegar no pelotão da frente . O primeiro 2/3 da prova fará muita diferença entre os favoritos. Na corrida podemos ter 2 cenários , 1º com o primeiro pelo vingando e um 2º que seria a junção desses dois pelotes. No 1º sem o Xavier pra quebrar o ritmo e “dar em cima” dos ingleses no pedal , podemos até ter uma dobradinha caso essa diferença for mais de 1min , no 2º vejo uma briga entre Murray , Alistair e Mola , por fora Vincent Luis , Jonathan , Aaron Royle e Dmitry Polyanskiy , Chutando um pódio teria , Murray , Mola e Alistair nessa sequência !

Sobre o Diogo , acredito que melhore o resultado do Leandro em olimpíadas , na 2º hipótese citada acima , Diogo faz um top 12 ! A natação melhorou sensivelmente e acredito que o 1min e pouco que levou no evento teste , se diminuiu para no máximo 45″.

No feminino , Gwen Jorgensen é a mulher a ser batida e favorita absoluta , Non Stanford é a única que poderá andar perto na corrida , Vick Holland , Sarah True , Anne Hug , Kate Zaferes , Barbara Riveros e Flora Dufy  brigarão pelas medalhas restantes. Acredito em um grande pelotão controlado no pedal entre as favoritas , onde a decisão será na corrida.

Sobre a Pâmela , a estratégia ideal era nadar em sua excelência como sempre e tentar andar o máximo na frente na bike , tentando uma fuga para tentar um top 10 e melhorar a posição da Sandra Soldan em Sydney 2000. Mais que isso acho improvável !

Qual é o seu pitaco?

Expectativas do Triathlon Brasileiro nos Jogos Rio 2016

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Por Alexandre Dourado

Nesse post darei uma opinião pessoal sobre a participação brasileira nestes jogos ( podem descordar de mim!!! ). Minha opinião leva em consideração o atual nível do triathlon mundial, o percurso em que ocorrerá a prova (subidas no ciclismo), as condições climáticas (calor), o fato da roupa de borracha não ser liberada… vou traçar um panorama do que deve acontecer na prova ( incluindo os Brasileiros), ou seja, vou dar um chute!

No masculino, a estrategia principal da prova será evitar que o espanhol Mario Mola e o sul africano Richard Murray esteja no 1 grupo da bike… Para que isso ocorra, é fundamental que a natação seja extremamente forte, com os nadadores dando a vida pra quebrar em grupos!!! Nessa realidade, acredito que o brasileiro Diogo Sclebin consiga se encaixar no 3 grupo (vou chutar na posição entre 35 a 45)!
No grupo da frente certamente estarão os irmão Brownlee, Vicente Luis (que não fez prova do circuito este ano…), os nadadores Richard Varga, sul africano Henri Schoeman, Aaron Royle, junto com outros…
Vou dar uma atençao maior para Kristian Blummenfelt que na final de 2014, esteve na fuga com Colucci e Alistar… esse ano ganhou a primeira etapa do GrandPrix da França (vencendo o Gomez, Jonathan Browlee, entre outros nomes)…. esse ano na WTS da Suecia buscou o pelote principal (praticamente sozinho) e fez uma corrida muito boa… enfim, caso ele saia no 1 grupo junto com os Brownlee, com certeza o pedal será o terror dos adversários… certeza de várias tentativas de fugas!!!! E mesmo que as fugas não vinguem, certamente todo mundo vai sair pra correr torto!
Vou torcer para que Sclebin se sustente no pelote e consiga fazer uma corrida consistente, mas se a prova se desenhar assim, existe grandes chances de dar dobradinha dos irmãos Brownlee… Mas confesso que preferia ver um grande grupo sair para corrida, incluindo os irmãos, Mola, Murray e Vicente Luis… Ai sim as coisas ficariam indefinidas!!!

No feminino, a estrategia será a mesma, com todo mundo fugindo da americana Gwen Jorgensen… Acredito que isso será uma vantagem para Pâmela… As atletas darão o máximo natação para quebrar o grupo, na bike o ritmo deverá ser forte (Flora Duffy e as inglesas não vão aliviar), com constantes tentativas de fuga… tudo para tentar abrir o máximo de tempo da americana… e a brasileira tem total condições de estar na frente nessa estrategia.
Caso isso ocorra, acredito eu que tenha grande chances da Pâmela conseguir um top10, o que já seria um grande feito!!! Mas se no ciclismo juntar e formar um grande bloco… a vitória certamente ficará com a americana e a Pâmela deve ser figurar entre as 30 (na minha opinião).

E qual é o palpite de vocês?