Resiliência é sobre como você recarrega as energias e não o quanto você aguenta tomar porrada

1b16d2a63d0e7524bce896138ecb61b5Por: Fernando Flecha

Como sobreviventes do século XXI às vezes fantasiamos quanto trabalho podemos adiantar quando um de nós entra no avião, livre de telefones, redes sociais e internet Nós corremos para fazer todo o nosso trabalho: ligar para o ente amado e lembrar de pagar as contas, fazer uma chamada urgente do trabalho, ver a foto dos modelos fitness sempre felizes no instagram e aí sim, senhores passageiros preparar para decolar. Então, quando tentamos ter essa incrível sessão de trabalho em pleno vôo, nada conseguimos fazer. Pior ainda, depois de ler os mesmos trabalhos uma e duas vezes, ou a mesma revista da companhia xexelenta vendendo fandangos por 18 reais, estamos muito exaustos para fazer qualquer análise crítica.

Por que ficamos esgotados enquanto voamos? Estávamos sentados lá sem fazer nada. Por que não podemos ser mais resistentes – mais resilientes e determinados nas coisas importantes que devemos fazer – para que possamos realizar todos os objetivos que estabelecemos para nós mesmos? Com base em algumas pesquisas, percebemos que o problema não é a nossa agitada agenda ou a viagem de avião em si; O problema vem do mal-entendido sobre o que significa ser resiliente e o impacto resultante do excesso de trabalho.

Muitas vezes, tomamos uma abordagem militarista e “resistente” para a resiliência (para quem ainda não sabe o que é resiliência a essa altura do campeonato, resiliência é em poucas palavras a capacidade de se adaptar a mudanças, a agua é na minha percepção e do Bruce Lee o melhor exemplo de resiliência, sempre se adaptando a forma do seu recipiente sem reclamar). Imaginamos um triatleta fazendo o Ironman para 18 horas, o atleta que quer terminar a série mesmo que mancando, ou um jogador de pôquer que quer colocar o carro pra jogo porque perdeu todo o dinheiro utilizando da mesma estratégia pífia. Acreditamos que quanto mais durarmos, mais durões formos, mais bem sucedidos seremos. No entanto, toda essa concepção é cientificamente falsa e fudida.

A falta de descanso dificulta dramaticamente nossa capacidade coletiva de ser resiliente e bem-sucedido. Se descobriu que existe uma correlação direta entre a falta de descanso e o aumento da incidência de problemas de saúde e segurança. E a falta de descanso – seja ao interromper o sono com pensamentos acelerados de trabalho ou a uma excitação cognitiva contínua ao ficar com a cara grudada no telefone – isso está custando a empresas US $ 62 bilhões por ano (eu disse, bilhões, não milhões, tipo JBS) de perda de produtividade.

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